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Doutor em virologia molecular fala sobre a epidemia de dengue

Infectologista e professor da USP Benedito Lopes da Fonseca participou do 'Giro CBN' desta segunda
epidemia de dengue
Infectologista e professor da USP Benedito Lopes da Fonseca participou do 'Giro CBN' desta segunda

Infectologista e professor da USP Benedito Lopes da Fonseca participou do ‘Giro CBN’ desta segunda

A persistência de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como Dengue, Zika e Chikungunya, representa um desafio complexo para a saúde pública no Brasil. Apesar dos esforços contínuos em campanhas de conscientização e controle do vetor, a incidência dessas enfermidades continua a preocupar especialistas e a população em geral.

O Desafio do Controle Vetorial

O controle da Dengue, em particular, enfrenta obstáculos significativos. A eficácia das medidas preventivas depende tanto da ação do poder público quanto da colaboração individual. A eliminação de focos de reprodução do mosquito em residências e espaços públicos é crucial, mas a conscientização e a adesão da população a essas práticas ainda são um desafio. Fatores climáticos, como o calor e as chuvas abundantes, também favorecem a proliferação do Aedes aegypti, especialmente em regiões como o interior de São Paulo.

A Promessa das Vacinas

A vacinação surge como uma estratégia promissora para o controle efetivo dessas epidemias. O desenvolvimento de vacinas seguras e eficazes, capazes de proteger contra os diferentes sorotipos da Dengue, é um objetivo prioritário. Embora algumas vacinas já estejam em fases avançadas de testes e até mesmo liberadas para comercialização, sua eficácia e aplicabilidade em larga escala ainda dependem de avaliações criteriosas e decisões estratégicas por parte do Ministério da Saúde. A questão econômica também desempenha um papel importante, considerando os investimentos necessários para a produção e distribuição dessas vacinas.

Novas Abordagens e o Impacto Ambiental

Além das vacinas, outras abordagens inovadoras, como a modificação genética de mosquitos, têm sido exploradas como alternativas para o controle vetorial. A experiência de Piracicaba, com a substituição de mosquitos transgênicos, demonstra o potencial dessas tecnologias. No entanto, é fundamental avaliar cuidadosamente o impacto ambiental da introdução de mosquitos geneticamente modificados, a fim de evitar consequências indesejadas. O controle do mosquito permanece essencial, especialmente na ausência de uma vacina 100% eficaz.

O enfrentamento das arboviroses requer uma abordagem multifacetada, que envolva o controle vetorial, o desenvolvimento de vacinas e a avaliação de novas tecnologias, sempre com atenção aos possíveis impactos ambientais.

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