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Duarte Nogueira e Edinho Silva aparecem na lista de Janot

Prefeitos de Ribeirão Preto e Araraquara são suspeitos de receber propina da Odebrecht
lista de Janot
Prefeitos de Ribeirão Preto e Araraquara são suspeitos de receber propina da Odebrecht

Prefeitos de Ribeirão Preto e Araraquara são suspeitos de receber propina da Odebrecht

Lista de políticos envolvidos em investigação de corrupção é divulgada

Políticos Implicados

O Procurador-Geral da República entregou ao Supremo Tribunal Federal uma lista de políticos envolvidos em investigações de suposta corrupção. Entre os citados estão Duarte Nogueira (PSDB), prefeito de Ribeirão Preto e ex-deputado federal, e Adinho Silva (PT), prefeito de Araraquara e ex-ministro de Comunicação Social do governo Dilma Rousseff.

Doações de Campanha

Segundo o delator Cláudio Mello, executivo da Odebrecht, Nogueira teria recebido R$ 650 mil em doações de campanha (R$ 350 mil em 2010 e R$ 300 mil em 2014). Nogueira afirmou à CBN que aguardará a comunicação oficial para se defender, alegando ter 22 anos de vida pública sem qualquer mácula em sua conduta. Ele afirma que suas campanhas sempre tiveram as contas regularmente aprovadas pela Justiça Eleitoral, embora a doação de R$ 300 mil não conste nas prestações de contas enviadas à Justiça Eleitoral. Adinho Silva, por sua vez, foi citado na delação de Alexandrino Alencar, ex-diretor da empreiteira investigada pela Lava Jato, que afirmou que Silva sugeriu uma doação de R$ 30 mil por meio de caixa 2 para compra de apoio político. A assessoria do prefeito de Araraquara divulgou nota afirmando que sua conduta como coordenador financeiro da campanha de Dilma Rousseff em 2014 foi legal e ética.

Jurisdição e Próximos Passos

A discussão sobre qual tribunal terá competência para julgar os casos está em aberto. A advogada Mariana Nicoletti explica que, no caso de Duarte Nogueira, a discussão gira em torno da competência da Justiça Federal ou Estadual, considerando que ele era deputado federal à época das doações e atualmente é prefeito. A Súmula 702 do STF, de 2012, pode influenciar a decisão, atraindo a competência para o Tribunal Federal em casos de doações não declaradas à Justiça Eleitoral. O caso de Adinho Silva também apresenta complexidades jurídicas, dependendo do que será investigado e acusado. Se o Supremo Tribunal Federal aceitar os pedidos de investigação, os políticos podem não ser julgados pelo juiz Sergio Moro no Paraná.

A situação demonstra a complexidade do processo legal e a necessidade de esclarecimentos sobre as acusações apresentadas. As investigações em curso prometem trazer mais detalhes sobre os fatos e suas implicações.

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