Mulher foi espancada e morta depois de uma abordagem policial em abril de 2016
Familiares e amigos de Luana Barbosa dos Reis realizaram uma manifestação em frente ao fórum, buscando justiça pela sua morte em 2016. Luana, de 34 anos, foi abordada por policiais militares durante uma operação em Ribeirão Preto e, segundo a família, agredida por se recusar a ser revistada por homens. Ela faleceu seis dias após a internação, com diagnóstico de esquemia cerebral e traumatismo craniano.
A luta por justiça
Duas testemunhas prestaram depoimento, com seus nomes preservados por segurança. Silvia Diogo, representante do movimento das mulheres negras, espera que os policiais sejam levados a júri popular e que o caso não se torne apenas mais uma estatística. A justiça militar arquivou o processo, mas na justiça comum, os três policiais militares foram indiciados. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, com a ONU Mulheres pedindo por uma investigação imparcial e apoio de grupos de direitos humanos, que temiam o esquecimento do caso devido à orientação sexual de Luana.
Defesa dos policiais e andamento do processo
A defesa dos policiais afirma que a abordagem foi regular e que os ferimentos de Luana foram causados por um acidente de moto. A audiência com os policiais foi remarcada para a quarta-feira. A Secretaria de Segurança Pública informou que um dos policiais está aposentado e os outros dois trabalham na região, sem comentar sobre o processo judicial.
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O caso de Luana destaca a importância da luta contra a violência policial e a busca por justiça para vítimas de agressão. A mobilização de familiares, amigos e ativistas demonstra a determinação em garantir que a memória de Luana não seja apagada e que seus algozes sejam responsabilizados.



