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‘Duna: Parte 2’ traz continuação necessária para os fãs

Na coluna 'Cinema', o crítico André de Castro, diz que filme é grandioso, mas com menor profundidade nas personagens
‘Duna: Parte 2’ traz continuação necessária para os fãs
Na coluna 'Cinema', o crítico André de Castro, diz que filme é grandioso, mas com menor profundidade nas personagens

Na coluna ‘Cinema’, o crítico André de Castro, diz que filme é grandioso, mas com menor profundidade nas personagens

O trailer de Duna: Parte 2 reacendeu debates iniciados com o primeiro filme de 2021. Em um comentário na CBN, o crítico André de Castro resumiu o sentimento de muitos espectadores: a sequência retoma a narrativa exatamente onde a primeira parte terminou, voltada principalmente para quem já conhece o universo, os personagens e as regras da saga.

Antecedentes e expectativas

Duna (2021) foi apresentado como um filme de introdução: amplo em mitologia e cenários, mas deliberadamente incompleto. Esse tipo de construção — abrir um mundo para só depois desenvolver a trama — lembra estratégias adotadas por grandes adaptações nas últimas duas décadas. A consequência é simples: Duna: Parte 2 exige que o público tenha visto (ou relembre) a primeira parte, porque a sequência parte do pressuposto de conhecimento prévio e se concentra em avançar a ação em vez de reexplicar o que já foi mostrado.

Ritmo, diálogos e escolhas de direção

Uma das polêmicas que acompanharam o lançamento envolve uma declaração do diretor sobre a menor importância do diálogo no cinema. Na prática, Parte 2 privilegia a linguagem visual e o silêncio em muitos trechos, mas também recorre a repetições expositivas que chegam a cansar em alguns momentos. O resultado é ambíguo: o filme aposta na força das imagens, mas nem sempre abre espaço para aprofundar personagens sem recorrer a frases que reforçam ideias já conhecidas.

Escala visual, atuações e possíveis desdobramentos

Com cerca de 2h46, Duna: Parte 2 é, antes de tudo, um espetáculo de grandiosidade — maior em escala de produção e efeitos do que a primeira parte, segundo a avaliação do crítico. Essa ambição visual, contudo, tem custo: sobra pouca margem para close-ups mais íntimos ou para desenvolver com calma as jornadas internas de figuras centrais interpretadas por Timothée Chalamet e Zendaya. Para fãs da ambientação e do design de produção, a sequência deve encantar; para quem busca uma narrativa mais centrada nos personagens, pode parecer excessivamente expansiva.

O filme também alimenta expectativas sobre prêmios técnicos — a primeira parte recebeu seis Oscars em categorias técnicas — e deixa a questão de uma eventual Parte 3 ainda em aberto, com fontes e anúncios oficiais sem confirmação definitiva.

No geral, Duna: Parte 2 confirma a aposta na magnitude visual da franquia e fala sobretudo aos que acompanharam o início da saga; sua recepção dependerá do equilíbrio que cada espectador esperar entre espetáculo e profundidade dramática.

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