Um dos condenados teria a função de receber mensalidades de membros da organização criminosa
A Justiça de Ribeirão Preto condenou membros do PCC e um servidor público em operações distintas. Dois membros do PCC, investigados na Operação Recadastro (setembro de 2022), foram condenados por organização criminosa, tráfico de drogas e posse de munição. Um deles possuía mais de R$ 25 mil, valor referente à mensalidade paga à facção.
Condenação de Membros do PCC
Segundo o promotor Leonardo Romanelli, responsável pela investigação, a condenação se baseia na formação de organização criminosa (PCC), tráfico de drogas e, em um dos casos, posse de munição. As penas ultrapassaram 14 anos de reclusão para cada um dos condenados. O Ministério Público solicitou o aumento da pena, considerando a gravidade dos crimes e os antecedentes criminais dos réus.
Condenação de Servidor Público
Um ex-servidor público foi condenado a quatro anos e meio de reclusão em regime semi-aberto por corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e violação de sigilo profissional. Ele também perdeu a autorização para exercer cargo público. O promotor Romanelli detalhou que o grupo, formado pelo ex-servidor, pessoas comuns e outros indivíduos, praticava a ‘venda de fumaça’, fingindo acesso e poder decisório em processos criminais para obter vantagens financeiras. O grupo incluía advogados, estagiários e um casal especializado em falsificação de documentos.
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Operação Coyote e seus desdobramentos
As investigações, que envolvem as operações Recadastro e Coyote, demonstram a atuação de grupos criminosos em diferentes esferas da sociedade. A condenação dos envolvidos, incluindo membros do PCC e um servidor público, destaca a importância do combate à corrupção e ao crime organizado. As investigações continuam em andamento.



