É “advogado” ou “adevogado”? Qual a forma correta desta palavra?
A discussão sobre a pronúncia da palavra “advogado” ganha destaque, especialmente após cair no vestibular da Unicamp. A questão aborda o preconceito e o desconhecimento linguístico, levantando reflexões sobre como falamos e por que falamos de determinada maneira.
A Polêmica da Pronúncia: Advogado ou Adevogado?
A controvérsia surgiu quando a professora Miriam Goldenberg foi criticada por pronunciar “adevogado” em um vídeo. A reação nas redes sociais a acusava de desconhecimento da norma culta, associando a pronúncia a falta de instrução. No entanto, essa crítica ignora a complexidade da língua portuguesa e suas variações.
Língua Viva: Entre a Gramática e a Realidade
A língua é dinâmica e está em constante evolução. A forma como falamos nem sempre corresponde à norma gramatical, e isso não significa que estejamos errados. Regionalismos, sotaques e influências sociais moldam nossa maneira de nos expressarmos. A pronúncia de “advogado”, por exemplo, raramente é feita com o “d” mudo como teoricamente deveria ser, tanto que a maioria das pessoas inserem um “i” (adivogado) sem perceber. Da mesma forma, adaptamos palavras como “futebol” e “basquete” à nossa fala cotidiana.
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Contexto e Aceitação das Variações Linguísticas
A correção da pronúncia alheia pode soar como preconceito linguístico, especialmente em situações informais. Em contextos formais, a norma culta pode ser mais valorizada, mas é fundamental reconhecer que a língua é um reflexo da nossa cultura e identidade. A aceitação das diferentes formas de falar enriquece a comunicação e promove a inclusão, mostrando que a língua se adapta e evolui constantemente.
Entender as nuances da língua portuguesa nos permite apreciar a diversidade de expressões e evitar julgamentos baseados em preconceitos linguísticos.



