Sobre essa massa italiana e seus preparos mais comuns, confira as dicas do professor de gastronomia, Jean Soares
O nhoque foi tema de um bloco de rádio que uniu conversa descontraída e dicas técnicas para quem quer preparar o prato em casa. Mesmo sem a presença física do convidado, a postagem do cozinheiro deixou os apresentadores com água na boca e abriu espaço para orientações do Centro de Gastronomia do Senac sobre preparo, ingredientes e variações.
Técnicas e segredos para o ponto certo
Gê Ansoares, do Centro de Gastronomia do Senac, destacou que o maior desafio ao preparar nhoque é acertar o ponto da massa. Segundo ele, um dos segredos é cozinhar os tubérculos com casca — seja em água, assados no forno ou no micro-ondas — para evitar que absorvam umidade e forcem a adição excessiva de farinha.
Depois de cozida, a batata deve ser amassada ainda quente e o purê deixado para esfriar completamente. ‘Se você continuar o processo com o purê quente, a massa vai pedir mais farinha e o nhoque fica pesado e duro’, explicou Gê, que reforça a importância de controlar a umidade ao longo do preparo.
Leia também
Proporções e variedades
Para quem busca uma referência, o instrutor recomenda cerca de 500 g de batata cozida, 100 g de queijo ralado e entre 80 e 100 g de farinha, além de um ovo na mistura. A quantidade de farinha, porém, varia conforme o tipo usado e as condições de umidade do dia.
O nhoque tradicional de batata é apenas uma das possibilidades: a massa pode ser feita com mandioca, batata-doce, abóbora (kabocha) ou mandioquinha-salsa, entre outras. Na hora de servir, as combinações são muitas — molho de tomate, molho crudo, pesto ou molho branco — e o formato também contribui para a experiência: enrolar, cortar e passar os pedaços no garfo cria sulcos que ajudam o molho a aderir melhor. Para quem prefere praticidade, a nhoqueira é uma alternativa rápida, ainda que o visual fique menos artesanal.
Versatilidade à mesa
Gê ressalta que o nhoque agrada por ser versátil: pode ser prato principal, acompanhamento de carnes ou guarnecido com uma salada. A tradição popular de comer nhoque no dia 29 do mês também foi lembrada durante a conversa, apontando o papel afetivo da receita nas mesas brasileiras.
Se feito à mão ou com ajuda de utensílios, o que permanece é a combinação de técnica e cuidado nos detalhes — do cozimento ao resfriamento do purê — que garante um nhoque leve e saboroso.