Psicóloga Danielle Zeoti, traz resultados de uma pesquisa feita por uma aplicativo de relacionamentos; ouça a coluna!
A infidelidade é um tema delicado e complexo, que gera diversas perspectivas e interpretações. Uma pesquisa recente apontou o Brasil como o país com maior índice de traição na América Latina, com dados alarmantes: oito em cada dez brasileiros já foram infiéis, e sete em cada dez acreditam que é possível ser infiel e continuar amando.
O que é Traição? Uma Questão de Perspectivas
A definição de traição é subjetiva e varia de pessoa para pessoa. Para alguns, o ato sexual é a única forma de infidelidade; outros consideram a troca de mensagens ou até mesmo pensamentos como traição. A psicóloga Daniela Zeote destaca a importância da proximidade na relação: a traição ocorre geralmente entre pessoas próximas, que compartilham laços afetivos, familiares ou profissionais. O desconhecido, geralmente, não é capaz de causar esse tipo de dor.
Lealdade versus Fidelidade: Conceitos Distintos
Daniela esclarece a diferença crucial entre traição e lealdade. Enquanto a traição está ligada à quebra de um compromisso de fidelidade (seja em um relacionamento amoroso, familiar ou profissional), a lealdade se refere ao apoio incondicional em momentos de dificuldade. É possível ser leal sem ser fiel, e vice-versa. A infidelidade, muitas vezes, é justificada como uma busca por satisfação física ou emocional que falta na relação principal, revelando, muitas vezes, uma covardia e imaturidade por não se ter a coragem de romper a relação existente.
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Superando a Traição: Um Caminho de Reflexão
A traição fere profundamente todos os envolvidos, tanto quem trai quanto quem é traído. A psicóloga enfatiza a responsabilidade compartilhada na relação e a importância de entender o que levou à traição, sem necessariamente culpar a pessoa traída. Superar a infidelidade requer tempo, reflexão e, muitas vezes, ajuda profissional. A maturidade, segundo Daniela, ajuda a lidar com a dor da traição de forma mais equilibrada, priorizando a própria saúde emocional. A escolha entre trair ou ser traído é pessoal, mas a reflexão sobre as consequências de cada escolha é fundamental.