José Carlos de Lima Júnior ainda afirma que os impactos podem ser sentidos em todos os setores, como na agricultura
Desde o fim de semana, motoristas de Ribeirão Preto e região sentem no bolso o aumento anunciado pela Petrobras nos preços de combustíveis. O diesel chega a custar R$ 8,00 o litro, enquanto a gasolina varia entre R$ 6,79 e R$ 7,30. O etanol também sofreu reajuste.
Impacto no dia a dia
O aumento impacta diretamente o orçamento das famílias e o dia a dia de trabalhadores que dependem de veículos para trabalhar, como relata um motorista: “A despesa só aumenta, aumentando, aumentando. A gente que vive de venda, viajando direto, está ficando difícil, está ficando bem complicado. A população vai, daqui a pouco, andar a pé, a gente não tem dinheiro que sobra, põe gasolina, põe álcool, uma é uma e a outra.” A frustração é tanta que, segundo ele, “a vontade é de chorar, porque é complicado, complicado”.
Cenário econômico global
A Petrobras justifica o aumento com a situação desafiadora do mercado global de energia, influenciada pela recuperação econômica mundial e pela guerra na Ucrânia. José Carlos Lima Jr., especialista em agronegócio, destaca a incerteza do cenário: “É muito difícil dizer onde vai parar o que está acontecendo por duas razões. A primeira: já passamos de 100 dias na guerra entre Rússia e Ucrânia, e temos uma inflação mundial com o preço do diesel disparado. A segunda: no segundo semestre, começa o inverno europeu, aumentando a demanda por diesel e gás natural.”
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Impactos na cadeia produtiva
O encarecimento do diesel afeta diversos setores, principalmente o agronegócio. Na produção de cana, por exemplo, o aumento impacta diretamente os custos de colheita e transporte, encarecendo toda a cadeia produtiva. A situação exige atenção e medidas para minimizar os impactos negativos sobre a população e a economia.



