Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
Um dos momentos mais difíceis na vida é ser vítima de violência, física ou emocional. Reagir ou não a um assalto, por exemplo, são decisões tomadas sob forte tensão. Mas é possível se preparar para lidar com essas situações?
Como reagir em situações de violência
Especialistas afirmam que em situações de ameaça à vida, a reação natural é lutar ou fugir. No entanto, essa reação, embora instintiva, não é a mais indicada em casos de assalto. O ideal é manter a serenidade, acatar as ordens do agressor e evitar qualquer tipo de confronto. A calma pode desestabilizar o assaltante, que muitas vezes está sob o efeito de drogas ou em situação de extrema vulnerabilidade.
Negociação e calma como estratégias
Em vez de resistência física, a negociação pode ser uma saída. Manter um tom de voz baixo, negociar e até mesmo expressar empatia (“Você é uma boa pessoa, vai me deixar sair?”) podem aumentar as chances de sair ileso. Essa estratégia de serenidade e negociação se aplica a diversos tipos de violência, não apenas assaltos.
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Lidando com as consequências emocionais
Após um episódio de violência, é comum sentir pânico, medo excessivo e isolamento social. Essas reações podem indicar um transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade, alterações no sono e no apetite, e o desejo de evitar contato social, exigem atenção. Buscar ajuda profissional de saúde mental é fundamental para lidar com as sequelas emocionais e superar o trauma.