Psicóloga Danielle Zeoti, fala como os indivíduos se comportam quando o ciúmes é obsessivo e pode levar à morte; ouça a coluna!
O ciúme, um sentimento humano natural, pode se tornar patológico e extremamente prejudicial aos relacionamentos. A psicóloga Daniela Ezeote, em entrevista à CBN Ribeirão, destaca que essa condição é uma das principais queixas em seu consultório, afetando profundamente tanto quem o sente quanto seu parceiro.
Ciúme Patológico: Características e Consequências
Daniela explica que o ciúme patológico se caracteriza por uma desconfiança constante e infundada, muitas vezes sem relação com a realidade. A pessoa ciumenta interpreta situações cotidianas de forma distorcida, alimentando a sua desconfiança. O rancor e a raiva são outros sintomas marcantes, com explosões frequentes e desproporcionais, mesmo para questões mínimas. A invasão da privacidade, com checagem constante de redes sociais e outras formas de vigilância, também é um sinal importante. As consequências incluem sofrimento intenso para ambos os envolvidos, podendo levar a agressões físicas, problemas na relação e até mesmo ao suicídio ou homicídio em casos extremos.
Lidando com o Ciúme Patológico
A psicóloga enfatiza a importância de buscar ajuda profissional, seja através de terapia individual ou de casal. Não existe solução para o ciúme patológico sem acompanhamento especializado. Para os parceiros de pessoas com ciúmes obsessivos, a recomendação é manter a transparência e clareza na comunicação, evitando alimentar a desconfiança com atitudes ambíguas. Mostrar honestamente o que está acontecendo, sem ironias ou piadas sobre o assunto, é crucial. A psicóloga destaca que o ciúme não é sinônimo de amor, mas sim um sinal de alerta para um problema que precisa ser tratado.
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Superando o Sofrimento e Construindo Relações Saudáveis
Daniela Ezeote finaliza a entrevista reforçando que o sofrimento causado pelo ciúme patológico é desnecessário e pode ser superado com ajuda profissional. A terapia ajuda a identificar as raízes do problema, muitas vezes ligadas a experiências da infância, e a construir relações mais saudáveis, baseadas em confiança, diálogo e serenidade. O objetivo é alcançar uma vida leve e espontânea, livre do medo constante e da prisão emocional imposta pelo ciúme obsessivo.