Mês se destaca pelas ações de conscientização e combate à depressão e suicídio; confira a entrevista com Carolline Rangel
Setembro é tradicionalmente o mês dedicado à conscientização sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e combate à depressão. O movimento Setembro Amarelo impulsionou debates sobre políticas públicas, ampliação de serviços de saúde e novas práticas de cuidado. Entretanto, a discussão precisa ir além desse período, abrangendo o ano todo e todos os ambientes, incluindo o corporativo.
Políticas Públicas e Investimentos em Saúde Mental
A pandemia intensificou a necessidade de se falar sobre saúde mental, expondo a fragilidade do sistema e a carência de profissionais qualificados. A busca por atendimento psicológico e psiquiátrico aumentou significativamente, evidenciando a urgência de investimentos em infraestrutura, contratação e treinamento de profissionais da área. A saúde mental precisa ser priorizada tanto quanto a saúde física, com políticas públicas efetivas e contínuas.
O Papel das Empresas no Cuidado com a Saúde Mental dos Funcionários
As empresas, embora muitas vezes promovam ações pontuais em setembro, precisam assumir um compromisso contínuo com a saúde mental de seus funcionários. O trabalho híbrido, embora ofereça flexibilidade, também pode aumentar a pressão e a sobrecarga, impactando negativamente a saúde mental. É fundamental que as empresas ofereçam suporte e recursos ao longo de todo o ano, garantindo um ambiente de trabalho saudável e acolhedor, com políticas claras e acessíveis para o tratamento de problemas de saúde mental.
Leia também
Avançando na Discussão
A conscientização sobre saúde mental é um processo contínuo que exige esforços conjuntos de indivíduos, governos e empresas. Superar o estigma associado a doenças mentais e garantir acesso a serviços de qualidade são passos cruciais para promover o bem-estar da população. A priorização da saúde mental deve ser uma constante, não apenas um tema sazonal.



