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Economia brasileira fecha 2025 com emprego recorde e crescimento acima do esperado

Nelson Rocha Augusto aponta avanço do emprego, controle da inflação como saldos do ano passado e projeta desafios para 2026 com juros altos, além do cenário eleitoral
Economia brasileira
Nelson Rocha Augusto faz um balanço da economia em 2025 e projeta os desafios para o novo ano

O ano de 2025 terminou com indicadores econômicos melhores do que o previsto no início do período. Segundo análise de Nelson Rocha Augusto, o Brasil registrou o maior nível de emprego da história, com queda recorde da taxa de desemprego, redução do desalento e crescimento da renda dos trabalhadores. Esse cenário sustentou o consumo ao longo do ano, apesar de uma leve desaceleração nos últimos meses.

A massa salarial atingiu patamar inédito e contribuiu para manter a atividade econômica aquecida. Mesmo com um cenário internacional adverso, marcado por conflitos e incertezas comerciais, o país conseguiu encerrar o ano com crescimento do Produto Interno Bruto acima de 2%, podendo chegar próximo de 2,5%, de acordo com estimativas preliminares.

Comércio exterior e investimentos impulsionaram a economia

Outro destaque de 2025 foi o desempenho do comércio exterior. O Brasil ampliou exportações de petróleo, minério de ferro e produtos do agronegócio, como carnes, café e soja. As importações também cresceram, especialmente de insumos para a indústria, refletindo a expansão da atividade econômica.

O país ainda recebeu volume expressivo de investimento estrangeiro direto, principalmente em infraestrutura, com aportes em energia elétrica, rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A indústria também foi beneficiada, com a chegada de novas montadoras, especialmente de origem chinesa.

Inflação sob controle e impacto dos juros elevados

A inflação encerrou 2025 dentro da meta do Banco Central, contrariando projeções mais pessimistas feitas no fim de 2024. Para 2026, a expectativa é de inflação entre 3,5% e 4%, abaixo do patamar registrado no ano anterior. Apesar disso, Nelson Rocha Augusto avalia que a taxa básica de juros, atualmente em 15%, é excessivamente alta diante do cenário inflacionário.

Segundo o economista, os juros elevados penalizam o setor público, aumentam o custo da dívida e impactam diretamente famílias e empresas. A expectativa é de que a Selic possa encerrar 2026 em torno de 11,5%, desde que haja controle dos gastos públicos e avanço em reformas estruturais.

Eleições, feriados e consumo devem pressionar 2026

O ano de 2026 traz desafios adicionais para a economia brasileira, como eleições gerais, calendário com muitos feriados e eventos que estimulam o consumo, como Carnaval e Copa do Mundo. Esses fatores tendem a aquecer o consumo, mas também podem pressionar a inflação se a oferta de produtos não acompanhar a demanda.

Além disso, medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil devem colocar mais dinheiro em circulação. Para o economista, o equilíbrio das contas públicas será decisivo para evitar impactos negativos no emprego e no crescimento econômico.

Disciplina fiscal será decisiva para o desempenho econômico

Nelson Rocha Augusto destaca que o controle dos gastos públicos será fundamental em 2026, especialmente diante do crescimento das emendas parlamentares no orçamento federal. Segundo ele, a escolha de deputados federais e senadores comprometidos com o equilíbrio fiscal terá impacto direto na economia do país.

Sem ajustes nos gastos e com juros elevados por mais tempo, o Brasil pode enfrentar dificuldades maiores, como desaceleração da atividade e perda de empregos. Por outro lado, se houver disciplina fiscal e redução gradual da taxa de juros, o país pode repetir, em 2026, um desempenho econômico positivo.

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