Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
Em seu primeiro comentário do ano na rádio CBN Ribeirão, o colunista de economia Nelson Rocha destacou os principais desafios que a economia brasileira enfrentará em 2014.
Gestão da Política Econômica e Eficiência do Estado
O primeiro grande desafio apontado por Rocha é a necessidade de o Brasil aprimorar a gestão da política econômica. Segundo ele, o Estado brasileiro, em suas três esferas (União, estados e municípios), gasta excessivamente e não entrega serviços compatíveis com seus custos. Essa situação drena recursos da economia, prejudica a competitividade das empresas e eleva os preços dos produtos devido aos impostos.
O colunista enfatiza a importância de um ajuste fiscal para melhorar a credibilidade na economia brasileira, transmitindo confiança aos agentes econômicos. Ele ressalta que os estados precisam cumprir um papel mais eficiente na gestão dos recursos públicos.
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Combate à Inflação
Outro ponto crucial destacado por Nelson Rocha é a importância de combater a inflação de forma consistente. Ele lembra que, no ano anterior, o Brasil registrou uma inflação relativamente alta, mesmo dentro da meta estabelecida. Em comparação com outros países, que apresentam inflação abaixo de 2%, o Brasil se encontra em um patamar próximo a 6%. A inflação elevada corrói o poder de compra, prejudica o consumo, especialmente da população de baixa renda, e pode gerar insatisfação social, como demonstrado nos protestos de junho do ano anterior.
Perspectivas Otimistas com Condições
Apesar dos desafios, o colunista acredita que o cenário para a economia brasileira não é necessariamente negativo. A sensação de que as coisas não estão tão bem se deve, em grande parte, aos gastos excessivos do governo e à inflação ainda alta, o que levou o Banco Central a elevar as taxas de juros. No entanto, ele vislumbra perspectivas otimistas, impulsionadas por um cenário internacional favorável.
Rocha destaca que a China está crescendo, os Estados Unidos estão se recuperando rapidamente, a Europa parou de piorar e o Japão começa a apresentar sinais de crescimento. Essas economias, complementares e parceiras do Brasil, podem contribuir para um cenário internacional que auxilie o país a enfrentar seus desafios internos.
Portanto, o colunista conclui que, desde que o Brasil faça sua parte no combate aos gastos e à inflação, as perspectivas para a economia brasileira são positivas.