Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto
Os indicadores econômicos de maio trouxeram um alerta para a economia brasileira, com a menor geração de empregos desde 1992. A CBN Economia analisou os dados e trouxe perspectivas para o futuro.
Desempenho Tímido na Geração de Empregos
Em maio, o Brasil criou 53 mil novos postos de trabalho, um número positivo, mas significativamente abaixo das expectativas do mercado, que giravam em torno de 80 mil. Esse resultado demonstra uma desaceleração na atividade econômica, com vários setores operando em ritmo lento. Alguns setores, impulsionados por eventos como a Copa do Mundo, apresentaram um desempenho razoável, mas a economia como um todo enfrenta dificuldades.
Fatores que Influenciaram o Desempenho de Maio
Maio é tradicionalmente um mês favorável para a economia, marcando o fim da safra e o início de sinais de recuperação na indústria. No entanto, este ano, a inflação elevada no início do ano, a política de combate à inflação do Banco Central com o aumento das taxas de juros e as expectativas pessimistas em relação à economia brasileira contribuíram para um cenário diferente. A construção civil, que normalmente apresenta um impulso nesse período, não registrou o mesmo desempenho.
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Perspectivas para o Segundo Semestre
Apesar dos números de maio, há sinais de que o segundo semestre pode trazer notícias mais positivas. A taxa de juros futura já apresentou uma queda, indicando que o controle da inflação pode ser eficaz sem a necessidade de novos aumentos. O câmbio tem se mantido estável, e fatores sazonais a partir de atrássto e setembro podem impulsionar a recuperação da atividade econômica. Setores como a indústria automobilística, que enfrentaram quedas nas vendas, têm potencial para se recuperar com promoções e novas estratégias.
A recuperação da atividade econômica está em andamento e deve ganhar força com a sazonalidade no segundo semestre.