Apesar do reajuste na ‘lista de presentes’ ter ficado abaixo da inflação, os consumidores devem evitar gastos adicionais
Neste Natal, os presentes estão mais caros. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em sete capitais brasileiras, incluindo São Paulo, apontou um aumento de 3% nos preços em comparação com o Natal de 2020. A alta é puxada principalmente por vestuário (quase 5%), bicicletas (4,7%), acessórios (2,5%) e bonecas (2%). Por outro lado, houve queda nos preços de celulares (quase 1%) e relógios (0,2%).
Impacto no Bolso do Consumidor
O economista Felipe Borba comenta que, apesar do aumento de 3% ser menor que a inflação atual (em torno de 11%), o impacto no orçamento das famílias é significativo. A alta nos preços de itens básicos, somada ao aumento nos presentes, pesa no bolso do consumidor, já comprometido com gastos como energia, combustível e transporte. A recomendação é organizar o orçamento e buscar descontos, aproveitando ofertas e pagamentos via Pix para evitar taxas de cartão de crédito.
Dicas para Economizar nas Compras de Natal
Para economizar, a pesquisa é fundamental. Compare preços em diferentes estabelecimentos, analise as condições de pagamento (evitando parcelamentos com juros) e considere o uso do 13º salário com sabedoria. Priorize o pagamento de dívidas e reserve uma parte para despesas de início de ano (IPTU, material escolar etc.). Se possível, adiar compras de itens mais caros para o início do ano também pode ser uma boa estratégia.
Cenário Econômico Global
O aumento dos preços não é exclusivo do Brasil. A inflação global, resultado de uma combinação de demanda reprimida, falta de produtos e problemas na cadeia de suprimentos (como dificuldades no transporte marítimo e falta de matéria-prima), impactou os preços dos produtos, incluindo os presentes de Natal. A combinação de inflação de oferta e demanda criou uma “tempestade perfeita”, elevando os custos em todo o mundo.



