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Economista avalia dados do IBGE sobre a inflação de 2018

Segundo José Rita Moreira, os vilões para o aumento em relação a 2017 foram os alimentos
Inflação 2018
Segundo José Rita Moreira, os vilões para o aumento em relação a 2017 foram os alimentos

Segundo José Rita Moreira, os vilões para o aumento em relação a 2017 foram os alimentos

A inflação de 2018, segundo dados do IBGE, fechou em 3,75%, superior aos 2,95% de 2017. Para entender o impacto na vida do consumidor, conversamos com o economista José Rita Moreira.

Os vilões da inflação

Segundo Moreira, o primeiro semestre de 2018 foi mais discreto, enquanto o segundo semestre apresentou maior intensidade de consumo, elevando a inflação. Os alimentos foram os principais vilões, devido à falta de chuvas que impactou a produção de frutas, cereais e outros produtos. A variação no preço dos combustíveis também contribuiu significativamente, afetando o custo de diversos itens. Outros fatores incluem o aumento do material escolar e dos planos de saúde.

Impacto individual e fatores externos

Moreira destaca que a inflação afeta cada indivíduo de forma diferente, dependendo do seu padrão de consumo. A falta de chuvas também impactou a energia elétrica, com cinco meses de bandeira vermelha (a mais cara), encarecendo ainda mais as contas do consumidor. O gás de cozinha também sofreu aumento de preço, consequência da alta dos combustíveis e da influência da variação cambial do dólar. A Petrobras, com seus reajustes mensais de preços, também contribui para a instabilidade de custos.

Greve dos caminhoneiros e o futuro

A greve dos caminhoneiros no primeiro semestre de 2018 também teve um impacto negativo significativo, causando perdas de alimentos perecíveis durante o transporte e levando a um tabelamento de fretes, que encareceu a cadeia produtiva. Para 2019, a projeção é de um IPCA de 4,01%, o que preocupa. Porém, Moreira acredita que, se acompanhado de geração de empregos, renda e crédito, esse aumento pode ser considerado aceitável, desde que haja uma percepção de valor mais próximo da realidade financeira da população.

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