Em reflexo da greve dos caminhoneiros, houve forte aumento em alguns produtos e desabastecimentos nas cidades da região
Impacto da Greve dos Caminhoneiros na Ceagesp
A greve dos caminhoneiros causou um impacto significativo na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), principal central de abastecimento de alimentos da região. O movimento de veículos está muito baixo, com uma redução drástica no volume de produtos comercializados. Segundo o gerente da unidade, das 1.500 toneladas de alimentos geralmente vendidas às quartas-feiras, apenas 300 foram comercializadas, representando uma queda de 80%.
Desabastecimento e Aumento de Preços
A maior parte dos produtos comercializados na Ceagesp vem de fora do estado de São Paulo, e os bloqueios nas rodovias comprometem todo o processo de abastecimento. A qualidade dos produtos também é afetada, pois verduras e legumes parados nos caminhões perdem rapidamente sua qualidade, tornando-se impróprios para o consumo. Como consequência, os mercados enfrentam escassez de produtos e os preços disparam. A cebola, batata e cenoura, por exemplo, chegaram a custar entre R$ 8 e R$ 9 o quilo.
Previsões e Recomendações
O diretor regional da Ceagesp estima que o fluxo de mercadorias só deverá se normalizar em cerca de 20 dias. O economista José Rita Moreira destaca que a greve afeta toda a cadeia produtiva, do produtor ao consumidor, impactando negativamente a economia. Ele recomenda que os consumidores comprem apenas o necessário para as próximas duas semanas, até que a situação se estabilize e os preços voltem ao normal. A falta de produtos e a especulação de preços dificultam a percepção do consumidor sobre o valor real dos alimentos.



