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Economista explica impactos financeiros causados pelo reajuste de tributos em Ribeirão Preto

De acordo com José Rita Moreira, aumentos não devem alterar drasticamente a vida financeira dos moradores
Reajuste de tributos
De acordo com José Rita Moreira, aumentos não devem alterar drasticamente a vida financeira dos moradores

De acordo com José Rita Moreira, aumentos não devem alterar drasticamente a vida financeira dos moradores

A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou um reajuste de 4,77% no IPTU e outros tributos municipais, seguindo a variação da inflação entre novembro de 2019 e outubro de 2020. Este aumento se soma à alta nos preços de alimentos, que segundo o IBGE, subiram cerca de 20% em 2020, impactando diretamente o orçamento das famílias.

Impacto do Reajuste nos Ribeirão-pretanos

O economista José Rita Moreira analisou a situação, destacando que o ano de 2020 foi atípico. O auxílio emergencial, fortes exportações e condições climáticas adversas contribuíram para a alta de preços. A desvalorização do dólar também afetou o custo dos alimentos. Além disso, a redução de benefícios do ICMS pelo governo estadual, a partir de janeiro de 2021, resultará em aumento de impostos em diversos produtos, agravando ainda mais a situação financeira dos consumidores.

Aumento de Preços e Índice de Inflação

Moreira explicou a complexidade dos índices de inflação (IGP, IPC, IPCA, etc.), ressaltando que cada um considera diferentes cestas de produtos. Embora alguns itens, como alimentos, tenham apresentado aumentos significativos (próximos de 20%), a média geral de aumento ficou em torno de 4% a 5%. Apesar disso, o impacto no bolso do consumidor é inegável, principalmente com o aumento do IPTU.

Dicas para Enfrentar o Cenário Econômico

Para lidar com os reajustes e a inflação, Moreira aconselha um planejamento financeiro cuidadoso. Priorizar o pagamento de dívidas é fundamental para começar o ano com menos preocupações. Contudo, ele também defende que, se possível, as famílias reservem uma pequena parte do 13º salário para lazer e despesas extras de início de ano (material escolar, etc.). A recomendação é evitar o endividamento, especialmente com alimentos, para não comprometer ainda mais o orçamento nos meses seguintes. A retomada do emprego é um fator positivo, mas a cautela e o planejamento financeiro continuam sendo essenciais.

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