Prédio pertence a Santa Casa, que alega que fará reforma; alguns moradores dizem que só sairão com ordem judicial
Moradores do edifício Edericksen, em Ribeirão Preto, têm até 31 de dezembro para desocupar os apartamentos. O prédio, pertencente à Santa Casa, passará por reformas para se transformar em um centro cultural.
Histórico do Prédio e Planos de Reforma
Tombado pelo patrimônio histórico estadual desde 2009, o edifício precisa de reformas e restaurações. A notícia da transformação em centro cultural foi divulgada em outubro do ano passado pelo jornal A Cidade. O alfaiate Walter Feloni, morador do prédio há décadas, afirma que aguarda até o final do ano para desocupar sua sala, contando com a promessa da Santa Casa de devolvê-la após as obras. Um comunicado no elevador informa que os planos de reforma existem há um ano.
Opiniões e Impasses
A assessoria de imprensa da Santa Casa não retornou aos contatos da reportagem, mas em nota ao portal Géon Ribeirão, a diretoria justificou a necessidade da reforma pela condição histórica e tombamento do edifício. Feloni lamenta a situação do prédio e o fato de que, caso não receba sua sala de volta, terá que prestar serviços em casa. O historiador Marcelo Araújo destaca a necessidade da reforma para a preservação do prédio, que, segundo ele, não passa por grandes alterações desde a década de 50. Ele acredita que a reforma trará benefícios para a população e para o patrimônio histórico da cidade, evitando riscos de desabamento ou incêndio. Araújo aponta a falta de manutenção desde 1955, quando o edifício foi doado à Santa Casa, exceto pela modernização dos elevadores nos anos 80.
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Próximos Passos e Destinação Final
Após a reforma, o prédio poderá voltar a ser utilizado como espaço comercial ou se transformar em centro cultural, decisão que cabe à Santa Casa. A primeira etapa das obras envolve a requalificação das instalações hidráulicas, elétricas e telefônicas. Em seguida, será feita a restauração dos elementos construtivos e decorativos. A Santa Casa estima que a maioria dos inquilinos já deixou o prédio, com 20% confirmando a saída e outros 20% ainda indecisos. A receita gerada com a reforma será destinada ao tratamento de pacientes da instituição.



