Pais precisam incentivar os filhos a terem contato com alimentos saudáveis desde cedo para que possam se adaptar; ouça a coluna!
Manter uma alimentação saudável na infância é um desafio crescente, dizem especialistas. Em entrevista ao programa, a nutricionista Cristina afirmou que a formação do paladar começa já na introdução alimentar e requer paciência e persistência dos responsáveis.
Introdução alimentar e formação do paladar
Segundo Cristina, a construção do gosto por alimentos saudáveis inicia por volta dos seis meses. “A criança vai aprender a gostar daquilo que nós oferecermos”, explica. A profissional recomenda iniciar por frutas em pedaços ou raspadas — como maçã e pera — e, se for oferecer suco, diluí‑lo em água e evitar adoçar. O objetivo é acostumar o paladar da criança ao sabor natural dos alimentos, ampliando suas opções ao longo do tempo.
O impacto dos ultraprocessados e escolhas familiares
Cristina alerta para a presença massiva de produtos ultraprocessados e “calorias vazias” no carrinho de compras: biscoitos, salgadinhos, refrigerantes e sucos industrializados aparecem frequentemente. Ela chama atenção para o custo nutricional dessas escolhas, que oferecem satisfação momentânea, mas pouco aporte de nutrientes essenciais. “É triste ver o trabalhador gastando tão mal o seu dinheiro”, diz a nutricionista, ao criticar a preferência por praticidade em detrimento da qualidade alimentar.
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Práticas para tornar a alimentação atrativa
Para tornar as refeições mais aceitas pelas crianças, Cristina sugere ações práticas: levar os filhos à feira ou à horta, permitir que participem da preparação dos alimentos e criar formas lúdicas — como assar uma banana com canela ou fazer desenhos com frutas. A especialista defende uma alimentação variada, colorida e baseada em alimentos de verdade, reservando doces e guloseimas para ocasiões festivas, preferencialmente após os dois anos.
Ela também ressalta o efeito a longo prazo: hábitos alimentares inadequados na infância aumentam a probabilidade de obesidade e doenças crônicas na vida adulta. Por isso, a profissional conclui que o trabalho com a alimentação deve começar cedo, com consistência e apoio das famílias.