Chefiando a pasta há quase dois meses, Luiz Rufino afirmou não ter conseguido identificar os serviços prestados pela companhia
O secretário de Educação, Luiz Rufino, rompeu um contrato de R$ 16.300.000 com a Coderpe por falta de clareza nos serviços prestados. Após um mês e 22 dias no cargo, sua equipe não conseguiu identificar quais serviços, descritos de forma genérica como consultoria em tecnologia, foram efetivamente realizados.
Cancelamento e Auditoria
O cancelamento do contrato de R$ 16.300.000 faz parte de uma auditoria interna iniciada após a prisão do ex-secretário Ângelo Inverniz Lopes, em 1º de setembro, durante a Operação Cévandígia. Outros dois contratos, totalizando R$ 12.600.000 (um para monitores escolares e outro para manutenção de catracas), também foram rescindidos.
Investigação e Implicações
A Coderpe informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que abriu uma sindicância interna para apurar os contratos firmados com a prefeitura. O secretário Luiz Rufino declarou ao jornal “A Cidade” sua discordância com a compra de catracas realizada pela gestão anterior. A Secretaria de Educação montou uma equipe de transição para o próximo prefeito, que, segundo Rufino, será convidado a participar da auditoria em andamento.
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A situação evidencia a necessidade de transparência e rigor na gestão pública, especialmente em contratos de grande vulto. As investigações em curso prometem esclarecer as irregularidades e apontar responsabilidades.



