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Educador financeiro orienta sobre empréstimos e alerta para risco de efeito bola de neve

Cauê Ferreira Mateucci recomenda planejamento familiar, análise do CET e reserva estratégica antes de contratar crédito.
empréstimo
Ficar atento as finanças desde o início do ano é chave para ter um ano mais seguro financeiramente - Divulgação

O início do ano e o cenário de juros elevados têm levado muitas famílias a recorrerem a empréstimos para cobrir despesas ou enfrentar imprevistos. Diante desse contexto, o educador financeiro Cauê Ferreira Mateucci orienta que o crédito deve ser encarado como ferramenta pontual e não como solução permanente.

Em entrevista ao Manhã CBN desta segunda-feira (23), ele destacou que antes de contratar qualquer modalidade — seja consignado, cartão de crédito ou empréstimo com garantia — é fundamental entender a origem do desequilíbrio financeiro e reorganizar o orçamento para evitar o chamado efeito bola de neve.

Antes do crédito

Segundo Mateucci, o empréstimo serve para sanar um descasamento entre entradas e saídas financeiras, mas a primeira atitude deve ser identificar a causa do problema. A recomendação é reunir a família, levantar receitas e despesas e fazer ajustes necessários.

Ele lembra que gastos como material escolar, IPVA e IPTU são recorrentes e precisam estar previstos no orçamento. Caso a necessidade de crédito permaneça, a “lição de casa” deve estar feita, com cortes e renúncias já definidos.

Juros e CET

Para quem realmente precisa recorrer ao empréstimo, a principal orientação é observar o Custo Efetivo Total (CET), que indica quanto será pago ao final, incluindo juros, taxas e seguros.

Ele explica que modalidades com maior garantia, como o crédito consignado — descontado diretamente na folha de pagamento — costumam ter juros menores. No entanto, isso reduz o valor líquido recebido mensalmente e pode comprometer o orçamento se não houver planejamento. Os limites de comprometimento da renda variam entre 35% e 45% do salário líquido.

Orçamento familiar

O educador financeiro reforça que o maior erro é não manter um orçamento familiar alinhado. Segundo ele, as facilidades de consumo, como pagamentos por aproximação e assinaturas digitais, tornam o gasto mais fácil e exigem maior disciplina.

A orientação é realizar uma “faxina financeira”, eliminando gastos não essenciais para criar alívio no orçamento e construir uma reserva estratégica para imprevistos. O foco, segundo Mateucci, deve estar no longo prazo e na sustentabilidade financeira, com decisões tomadas em conjunto com a família.

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