Confira as dicas do professor Rodrigo Carvalho para você se manter ativo mesmo sem poder sair de casa
A pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças significativas em nossas rotinas, impactando diretamente a prática de exercícios físicos. Com academias fechadas e atividades em grupo suspensas, a busca por alternativas em casa se tornou essencial para a manutenção da saúde física e mental.
Exercícios em casa: alternativas eficazes
Segundo o educador físico Rodrigo Carvalho, os exercícios mais eficientes para se fazer em casa são aqueles que utilizam o peso corporal, como o agachamento e a prancha. Esses exercícios trabalham grandes grupos musculares e podem ser intensificados com o uso de pesos improvisados, como sacos de arroz ou feijão. Rodrigo recomenda cerca de 70 a 90 repetições por treino, divididas em 6 a 7 séries com intervalos de um minuto. Essa rotina proporciona um gasto calórico elevado e auxilia na manutenção da força muscular, especialmente importante para a população idosa. Para iniciantes, é fundamental buscar tutoriais online para a execução correta dos movimentos.
Corrida e tempo de treino: recomendações importantes
Sobre a prática de corrida ao ar livre, Rodrigo destaca que, desde que realizada individualmente e com os devidos cuidados de higiene (evitando contato com superfícies e tomando banho imediatamente após a atividade), não há restrições. Ele aconselha corridas curtas, de 20 a 30 minutos, em intensidade baixa, focando na liberação de hormônios benéficos para o bem-estar físico e mental. Quanto ao tempo ideal de treino, Rodrigo enfatiza que não é necessário se dedicar a longas sessões. Treinos de 15 a 20 minutos, com intensidade moderada a alta, já são suficientes para manter a força muscular e proporcionar benefícios psicológicos, melhorando o humor e a disposição.
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Exercícios, estresse e alimentação: uma combinação para o bem-estar
Em tempos de isolamento social e estresse elevado, a prática regular de exercícios físicos se mostra ainda mais crucial. Rodrigo explica que a atividade física contribui para a liberação de hormônios como dopamina, adrenalina e noradrenalina, reduzindo os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e diminuindo a inflamação no corpo. Ele alerta contra dietas restritivas, especialmente as pobres em carboidratos, que podem aumentar os níveis de cortisol. A recomendação é manter uma alimentação equilibrada, sem excessos, focando na manutenção do peso e na saúde geral. Priorizar a saúde individual contribui para a saúde coletiva, reduzindo a demanda sobre o sistema de saúde.
Em resumo, a prática regular de exercícios físicos, mesmo em casa e com recursos limitados, é fundamental para a manutenção da saúde física e mental durante o período de isolamento social. A combinação de exercícios adequados, tempo de treino controlado e uma alimentação equilibrada contribuem para um melhor bem-estar, fortalecendo o sistema imunológico e reduzindo os impactos negativos do estresse.



