Bianca Correia diz que os congelamentos afetam as pesquisas e o que já foi investido será desperdiçado
Cortes na Educação: Universidades em greve contra o desmonte da pesquisa brasileira
Impacto devastador nos programas de bolsas
A redução drástica no orçamento federal para educação tem afetado profundamente as universidades brasileiras. Em Ribeirão Preto, cerca de 70 bolsistas da CAPS tiveram seus contratos ameaçados de suspensão. Na USP, mais de 300 bolsas de mestrado e doutorado foram cortadas, interrompendo pesquisas em andamento há anos. Esse desperdício de recursos e de trabalho dedicado representa um prejuízo incomensurável, especialmente em áreas cruciais como a medicina, onde pesquisas de vacinas, por exemplo, podem ser paralisadas.
Universidades federais em situação crítica
A situação é ainda mais grave nas universidades federais. Com cortes que chegam a 30%, muitas instituições enfrentam dificuldades para custear despesas básicas como água, luz e segurança, correndo o risco de fechamento. A professora Bianca Correia destaca que essa situação se arrasta desde 2015, agravando-se a cada ano. Para ela, os cortes são uma forma de chantagem política, visando a aprovação de uma reforma da previdência que prejudicará os trabalhadores.
A luta pela pesquisa e pelo futuro do Brasil
A mobilização estudantil e docente demonstra a resistência contra esses cortes. A educadora reforça a importância da pesquisa e do conhecimento produzido nas universidades públicas brasileiras, que são responsáveis pela maior parte da pesquisa de ponta no país, em áreas como agricultura, medicina e educação. A interrupção dessas atividades representa um grave risco ao futuro do Brasil, comprometendo o desenvolvimento nacional. A solidariedade entre universidades estaduais e federais demonstra a compreensão de que um país sem pesquisa está fadado ao fracasso.



