Ouça a coluna ‘CBN Vida e Aposentadoria’, com Hilário Bocchi
A discussão sobre a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, é um tema complexo e delicado. O educador João Roberto de Araújo compartilha suas reflexões sobre essa questão crucial.
O Dilema da Criminalidade Juvenil
Diante dos altos índices de criminalidade praticada por menores, a sociedade clama por soluções. Pesquisas indicam que grande parte da população apoia a redução da maioridade penal, impulsionada pela dor e frustração. No entanto, essa proposta extrema surge em um momento de desespero, obscurecendo uma análise mais profunda do problema.
Os Dois Lados da Moeda
De um lado, há a brutalidade dos crimes cometidos por adolescentes, a ausência de remorso e a dor infligida a inúmeras famílias. A sensação de impunidade é agravada pela ineficácia das medidas socioeducativas. Por outro lado, existe uma questão de acolhimento e suporte a esses jovens. A falta de estrutura familiar, a influência negativa de adultos e a ausência de oportunidades contribuem para o problema. Muitos desses jovens vêm de lares desestruturados, sem proteção e expostos à miséria.
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A Importância da Indignação e da Ação
É fundamental que a sociedade mostre sua indignação diante da violência e da falta de proteção social às famílias vulneráveis. É preciso cobrar das lideranças uma postura ética e solidária, pressionando o Estado para investir em educação de qualidade, tanto na família quanto na escola. A vingança pode trazer um conforto momentâneo, mas a verdadeira compensação virá da mobilização social que busca construir uma sociedade mais justa e solidária, capaz de cuidar melhor de seus jovens.
A perda e o sofrimento podem impulsionar uma transformação social, criando uma sociedade mais honesta, justa e solidária, capaz de proteger e educar seus jovens.