Casos de PM mortos enquanto faziam bicos, como aconteceu nesta quarta, são cada vez mais frequentes
Nesta quarta-feira, Ribeirão Preto vivenciou uma sequência de ataques que deixou um saldo trágico: quatro feridos e dois mortos. Os eventos, que ocorreram nos bairros Ipiranga, Quintino Facci II e Adelino Simioni, levaram à alteração de linhas de ônibus e à instauração de um toque de recolher em alguns bairros da Zona Norte.
Mortes e Ataques em Série
A tragédia teve início com a morte do policial militar Roberto Pereira Abramovicius, que trabalhava como segurança em um posto de combustível. Após sua morte, uma série de ataques violentos se seguiram na cidade. A polícia investiga se o assassinato do policial, conhecido como “Brama”, foi um crime planejado por vingança, devido à sua atuação em operações contra o tráfico de drogas.
Insegurança e Vulnerabilidade dos PMs
O presidente do Conselho Municipal de Segurança de Ribeirão Preto, Ricardo Alves de Macedo, acredita que os casos, apesar de terem ocorrido em sequência, são isolados. A morte de Abramovicius destaca a vulnerabilidade dos policiais militares que complementam sua renda com trabalhos extras, prática ilegal, mas comum na cidade. O especialista em segurança pública, Guelph Pescuma Jr., relaciona essa situação ao sucateamento da estrutura pública de segurança, apontando a sobrecarga de trabalho e a falta de efetivo como fatores contribuintes para a violência.
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Déficit de Policiais e Sobrecarga da Polícia
Um levantamento de 2013 já demonstrava um déficit de policiais em Ribeirão Preto, com o efetivo não acompanhando o crescimento populacional. Enquanto a população cresceu 17% em 10 anos, o número de PMs nas ruas aumentou apenas 3,4%. A recente unificação de sete distritos policiais em apenas três agravou ainda mais a situação, sobrecarregando os trabalhos de atuação e investigação. A insegurança crescente na cidade é um reflexo dessa realidade, demandando ações urgentes para fortalecer a segurança pública e garantir a proteção da população.



