Vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac possui eficácia global de 50,38%, segundo o Instituto Butantan
A eficácia da CoronaVac, vacina desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, foi divulgada e trouxe otimismo aos médicos. Testes clínicos no Brasil mostraram uma eficácia global de 50,38%, suficiente para reduzir casos e mortes por Covid-19, segundo o infectologista Fernando Belíssimo.
Resultados promissores e segurança da vacina
Os resultados foram considerados otimistas, com baixa incidência de eventos adversos leves, como dor no local da aplicação. A vacina se mostrou segura e utiliza uma metodologia de fabricação tradicional. Sua aplicação em profissionais de saúde, grupo com maior exposição ao vírus, foi estratégica para avaliar sua eficácia.
Impacto positivo e perspectivas futuras
A coordenadora dos testes em Barretos, Geocimara Pilégea, destacou a vacina como acessível e segura, capaz de reduzir a transmissão, mortalidade e casos graves da doença. Em Barretos, os testes reduziram o afastamento de profissionais de saúde. Em contraponto, locais com menor adesão à vacinação registraram mais casos de Covid-19, demonstrando sua importância.
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Próximos passos e análise da Anvisa
O estudo envolveu 12.508 voluntários em 16 centros de pesquisa. A vacinação começou em 25 de janeiro, seguindo o plano de São Paulo. A redução de casos e mortes é esperada a partir de maio. A Anvisa deve anunciar no domingo a análise da documentação para uso emergencial da CoronaVac e também do imunizante desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com Oxford e AstraZeneca.



