Em oitiva, pesquisador disse que a medicação ainda não passou por todos os testes
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da pílula contra o câncer ouviu, na Assembleia Legislativa de São Paulo, o auditor Durvanei Augusto Maria. Ele relatou aos deputados a ausência de testes de farmacocinética na pesquisa da substância, um procedimento fundamental para determinar a forma de administração e a concentração da droga no organismo. Segundo Maria, a realização desses testes em indivíduos saudáveis e com câncer é crucial para a continuidade dos estudos.
Testes Fundamentais Ausentes
A ausência dos testes de farmacocinética compromete a avaliação da eficácia e segurança da pílula. A concentração plasmática e o comportamento da substância no corpo precisam ser bem definidos antes de qualquer outra etapa da pesquisa. Sem esses dados, a continuidade dos estudos é inviável.
Investigação em Andamento
Instalada no final do mês passado, a CPI investiga a falta de estudos governamentais sobre a pílula, cujo desenvolvimento ocorreu em São Carlos pela USP. O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo suspendeu os testes por falta de resultados significativos. O presidente da CPI, deputado Roberto Massafera, destacou a importância do depoimento do auditor e anunciou os próximos passos da investigação, incluindo oitiva do professor Salvador Claro Neto e do professor Roberto Iuno.
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Próximos Passos
A CPI pretende ouvir o professor Salvador Claro Neto, químico da USP de São Carlos que participou da síntese da fosfoetanolamina, e o professor Roberto Iuno, que dirigiu as pesquisas no Instituto do Câncer. A próxima reunião está agendada para a quarta-feira seguinte. A investigação busca esclarecer as falhas na pesquisa e as razões para a suspensão dos testes da polêmica pílula.



