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Ei mulher, você sabe o que significa a palavra sororidade?

No 'CBN Comportamento' Danielle Zeoti fala sobre o termo e sobre o respeito entre mulheres
Ei mulher
No 'CBN Comportamento' Danielle Zeoti fala sobre o termo e sobre o respeito entre mulheres

No ‘CBN Comportamento’ Danielle Zeoti fala sobre o termo e sobre o respeito entre mulheres

No programa CBN Comportamento, a colunista Dani Zeote refletiu sobre o significado do Dia Internacional da Mulher, tema que acompanha sua rotina de transmissões há mais de uma década. Em tom pessoal e direto, ela avaliou mudanças culturais recentes, apontou problemas persistentes e deixou recomendações práticas para aliviar pressões sobre mulheres.

Sororidade ou respeito entre mulheres

Dani disse que a palavra sororidade — usada para descrever empatia e apoio entre mulheres — a deixou inicialmente receosa. Após investigar o termo, ela afirmou que a ideia pode acabar sendo condicional: acolher apenas quem pensa igual. Por isso, passou a defender o uso do termo respeito entre mulheres, que, segundo ela, comporta diferenças de opinião e garante acolhimento sem exigir uniformidade de pensamento.

O mito do desafio permanente

A colunista questionou a narrativa de que a mulher moderna deve superar desafios diários e ser exemplar em múltiplas funções: esposa, mãe, profissional, cuidadora do lar, além de sempre parecer bem. Segundo Dani, esse padrão levou muitas mulheres a sentimentos de exaustão, insatisfação e depressão, observados em seu trabalho clínico. Sua proposta prática é aprender a dividir tarefas, delegar e aceitar imperfeições — valorizar ao menos um dos três pilares da vida: relacionamentos, trabalho e esfera pessoal — e livrar-se de culpas desproporcionais.

Ela listou exemplos corriqueiros para ilustrar a cobrança excessiva: sentir-se culpada por levar o filho de pijama à escola, queimar o almoço, enfrentar problemas escolares dos filhos, perder o emprego ou ter um dia de mau humor. O conselho central foi claro: devolver essas culpas e permitir-se menos cobrança.

Educação e mudança cultural

Dani também apontou que não se pode ignorar a violência contra mulheres. Citou dados da ONU que mostram a gravidade do problema e defendeu começo de transformação pela educação doméstica e escolar. Para ela, é essencial ensinar meninas a reconhecer seu valor e a se defender, e ensinar meninos a respeitar mulheres — atitude que, segundo Dani, ela pratica com o próprio filho desde cedo.

Em seu recado final aos ouvintes, pediu atenção à formação das novas gerações como caminho para reduzir a violência de gênero e desejou um fim de semana de descanso e reflexão.

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