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Ela confessou pra mim que era agressiva, afirma irmão de homem morto a facadas pela namorada

Defesa de Brenda Caroline Pereira Xavier diz que ela agiu em legitima defesa e que Carlos Felipe Camargo da Silva era agressivo
Ela confessou pra mim que era
Defesa de Brenda Caroline Pereira Xavier diz que ela agiu em legitima defesa e que Carlos Felipe Camargo da Silva era agressivo

Defesa de Brenda Caroline Pereira Xavier diz que ela agiu em legitima defesa e que Carlos Felipe Camargo da Silva era agressivo

A fotógrafa Brenda Carolini Pereira Xavier, de 29 anos, é a principal suspeita de esfaquear e matar o corretor de móveis Carlos Felipe Camargo da Silva, também de 29 anos. Brenda se apresentou à delegacia de Ribeirão Preto na tarde de ontem com hematomas no rosto e no pescoço. Segundo o delegado Rodolfo Latificeba, responsável pelo caso, os dois mantinham relacionamento e ela foi ouvida e liberada pela polícia após alegar legítima defesa.

Apresentação à polícia e versão da defesa

De acordo com a investigação inicial, a defesa de Brenda contatou as autoridades e informou que a suspeita estava à disposição para colaborar. Em depoimento, ela relatou ter sofrido agressões no dia dos fatos e apresentou fotos que, segundo a equipe de defesa, mostram episódios anteriores de violência. O advogado da fotógrafa, identificado como Alexandre, afirmou que ela jamais tiraria a vida do namorado, mas que se sentiu ameaçada.

O delegado disse que a autoria foi rapidamente identificada e que todas as declarações e provas apresentadas serão apuradas para compor o procedimento que será encaminhado à Justiça. Não há, até o momento, registro policial prévio desses episódios relatados por Brenda; a polícia analisa as imagens e relatos para confirmar os fatos.

Cena do crime e relatos da família

Carlos deu entrada em uma unidade de pronto atendimento na noite de domingo com ao menos nove perfurações por faca na região do abdômen e não resistiu aos ferimentos. Familiares informaram que ele e Brenda moravam em Ribeirão Preto e que o relacionamento era conturbado.

Na noite do crime, conforme depoimentos colhidos pela polícia, Carlos levou pertences até a casa da mãe e do irmão e pediu para voltar a morar com a família. Brenda teria chegado ao local em seguida; os dois conversaram do lado de fora por cerca de 10 minutos e depois foram embora juntos. Horas depois, a família recebeu uma ligação da mãe da suspeita informando que Carlos teria sofrido um acidente e morrido, sem detalhes sobre o ocorrido.

Na casa em que o casal vivia, a perícia constatou manchas de sangue em vários cômodos, um dos quartos com a mobília danificada e o chão molhado, possivelmente lavado, o que, segundo a polícia, pode indicar tentativa de ocultar a cena. A faca utilizada no esfaqueamento ainda não foi localizada.

Próximos passos da investigação

A polícia segue investigando todas as versões apresentadas: os relatos de agressão por parte de Brenda, as imagens entregues pela defesa e as provas coletadas na cena. O inquérito deverá reunir laudos, depoimentos e perícias para que a autoridade policial encaminhe um procedimento completo ao Judiciário, que decidirá sobre eventual pedido de prisão preventiva ou outras medidas.

O caso permanece sob apuração enquanto as equipes forenses e a autoridade policial trabalham para esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir elementos para as providências legais cabíveis.

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