Professora do curso de farmácia da USP analisa o reajuste que já pode ser aplicado a partir desta quinta-feira (31)
Os medicamentos devem ficar quase 11% mais caros até o fim do mês. Esse reajuste, que é o máximo permitido para os fabricantes, impacta diretamente o bolso dos brasileiros, principalmente aposentados que utilizam remédios constantemente.
Fatores que influenciam o aumento
O índice de reajuste considera a inflação e outros custos de produção não captados pela inflação, como variação cambial, preço da energia e variação no preço dos insumos. A alta vale para todos os tipos de medicamentos e deve chegar às farmácias em breve.
Como economizar com os medicamentos
Existem algumas maneiras de economizar na compra de remédios. O farmacêutico Jaime Dias de Alvarenga sugere pesquisar preços, comprar em maior quantidade (mesmo que parcelado) e aproveitar programas de fidelidade das drogarias. O programa Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto, também é uma opção para quem possui doenças crônicas. A substituição por genéricos ou similares, após conversa com o médico e farmacêutico, pode gerar economia.
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Impacto na população
O aumento de preços impacta significativamente a vida de pessoas como José Carlos Padovane, diabético que gasta mais de R$400 mensais com medicamentos. Aposentados e idosos, com renda fixa e gastos crescentes, são os mais afetados. Muitos estão buscando comprar os remédios antes do reajuste, temendo o impacto no orçamento familiar. O governo precisa autorizar os reajustes e publicá-los no Diário Oficial para que o aumento entre em vigor.
A professora Julieta Oeta, da USP de Ribeirão Preto, explica que o reajuste anual é programado, mas o contexto atual de alta inflação torna o impacto mais severo. Ela destaca a dependência de insumos importados e a influência da variação cambial e de crises internacionais nos preços. O aumento afeta não só os remédios, mas também insumos como fitas de medição de glicose. A especialista aconselha a população a pesquisar preços, buscar genéricos e similares, e conversar com o médico para encontrar alternativas mais acessíveis. Comprar com antecedência também pode ser uma estratégia, mas é preciso atenção ao prazo de validade dos medicamentos.



