No estado de São Paulo, a venda de veículos movidos a gasolina caiu 10%
A gasolina foi um dos itens que mais sofreram alta de preços em 2017, com um aumento de 10,32% em relação a 2016, segundo dados do IPCA. Esse aumento impactou diretamente a decisão dos consumidores na hora de comprar um carro.
Menor procura por carros a gasolina
Com o aumento significativo no preço da gasolina, a procura por veículos a gasolina caiu drasticamente. Donos de lojas relatam que as vendas diminuíram e que a maioria dos clientes prefere carros flex ou a álcool. A resistência é ainda maior em relação a carros com motores acima de 1.2, com muitos consumidores descartando completamente a opção gasolina.
Alta nas vendas de carros flex
Em contraponto, as vendas de carros flex registraram um crescimento de 6,5% em 2017, comparado a 2016. Já os carros zero quilômetro apresentaram um aumento de 2% nas vendas. Essa diferença demonstra a preferência do consumidor por veículos que oferecem mais flexibilidade de combustível, diante da instabilidade dos preços da gasolina.
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Opiniões divididas e impacto econômico
Apesar do crescimento nas vendas de carros flex, as opiniões sobre a escolha entre gasolina e flex ainda são divididas. Alguns consumidores priorizam o rendimento do veículo, enquanto outros buscam a economia. A alta da gasolina e a consequente vantagem do álcool influenciam diretamente essa escolha. O economista Edgar Monfort Merlo, da USP Ribeirão, aponta a política de preços do governo como um dos fatores que contribuem para a baixa procura por carros a gasolina, alertando para os impactos inflacionários. Ele sugere a adoção de um preço médio mensal para estabilizar os valores e evitar oscilações constantes.
A Petrobras, desde julho de 2017, vem alterando os preços da gasolina e do diesel quase diariamente, alegando a necessidade de acompanhar as cotações internacionais. A decisão final sobre o repasse desses aumentos ao consumidor, no entanto, fica a cargo dos donos dos postos de combustível.



