Custo médio do kit básico nos municípios, em fevereiro, foi de R$ 743,39, 2,59% a mais que no mês anterior; carne subiu 10,41%
Preço da carne impulsiona alta da cesta básica em Ribeirão Preto
O preço da cesta básica em Ribeirão Preto ultrapassou os R$ 700 em fevereiro, segundo dados do Instituto de Economia Maurílio Biaggi da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP). O valor médio foi de R$ 743,39, representando um aumento de 2,59% em relação a janeiro. O principal fator para essa alta foi o aumento no preço da carne, com um incremento médio de 10,41%. De acordo com Sandra Brandani, presidente da ACIRP, a carne é o item mais caro da cesta básica, impactando significativamente o orçamento das famílias.
Variação de preços entre regiões da cidade
A pesquisa do Instituto de Economia abrangeu 10 supermercados e hipermercados, além de 4 panificadoras em diferentes regiões de Ribeirão Preto. A variação de preços foi significativa: a cesta básica mais barata foi encontrada na zona norte (R$ 725,17), enquanto a mais cara estava na região central (R$ 765,01). As regiões leste, oeste e sul apresentaram valores médios de R$ 747,89, R$ 727,48 e R$ 748,16, respectivamente. Em comparação com o ano passado, o valor médio da cesta básica teve um aumento considerável, passando de R$ 702,46 para R$ 743,39.
Impacto climático e perspectivas futuras
A pesquisa considerou itens como carne bovina, leite, feijão carioca, arroz, farinha de trigo, batata, tomate, pão francês, café, banana, óleo de soja, açúcar e margarina. Com uma inflação de 2,49% em relação a janeiro, o alerta é para que consumidores, sejam pessoas físicas ou jurídicas, pesquisem preços antes de realizar suas compras. O Instituto de Economia prevê que os efeitos climáticos, como as secas prolongadas, continuarão a impactar os preços dos alimentos nos próximos meses, com tendência de alta para carne e leite no curto prazo, e para o café em um período mais longo.
O aumento da cesta básica em Ribeirão Preto acende um sinal de alerta sobre o custo de vida na região e reforça a necessidade de planejamento financeiro por parte dos consumidores. A pesquisa demonstra a importância de se monitorar os preços e buscar alternativas para minimizar o impacto da inflação no orçamento doméstico.