Em carta, Elizabete disse que a filha Nathália, morta em fevereiro, teria colocado o veneno dentro de cápsulas de omeprazol
A prisão temporária dos acusados pela morte da professora Larissa Rodrigues foi prorrogada por mais 30 dias, Elizabete Arrabaça admite saber que Larissa, conforme informado pelo promotor de justiça Marcos Túlio Nicolino. Esta é a segunda e última prorrogação, e após esse período a polícia deve concluir as investigações e encaminhar o caso ao Ministério Público, que avaliará se apresentará denúncia ou solicitará novas diligências.
Atualização sobre a prisão temporária
A prorrogação da prisão temporária é válida por 30 dias, e ao término desse prazo a polícia deve finalizar a investigação para que o Ministério Público tome as providências cabíveis.
Admissão de culpa e carta da investigada: Elizabeth Arrabassa, sogra da vítima, admitiu em uma carta que Larissa teria morrido após ingerir cápsulas contendo chumbinho (veneno para rato) presentes em um frasco de medicamento chamado Homem-prasol. No entanto, na carta, Elizabeth afirma que ela e o marido da vítima, Luiz Antônio Garnica, são inocentes e que a ingestão do veneno teria sido acidental.
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Segundo o promotor, Elizabeth alega que as cápsulas contaminadas foram colocadas pela filha dela, Natália, que faleceu recentemente, e que Elizabeth teria recolhido as cápsulas sem saber da contaminação. Na sexta-feira em que visitou Larissa, Elizabeth teria fornecido as cápsulas sem saber que continham veneno.
Investigação e indícios no inquérito: O promotor destaca que a carta deve ser analisada com cautela, pois Elizabeth nunca havia mencionado essa versão anteriormente. O inquérito já comprova que Elizabeth pesquisou os efeitos do chumbinho em redes sociais dias antes da morte de Larissa. A exumação do corpo de Natália está em andamento, com material enviado para análise em São Paulo, e os resultados devem sair em até 60 dias.
Elizabeth também afirma que possivelmente a filha tenha ingerido as cápsulas acidentalmente, o que pode influenciar nas investigações. Além disso, a carta sugere que Elizabeth também tenha ingerido as cápsulas e esteve na casa de Larissa no dia do ocorrido, mas não explica o motivo da morte da professora.
Possível envolvimento do marido da vítima
Quanto ao médico Luiz Antônio Garnica, marido de Larissa, o promotor afirma que as evidências indicam que Elizabeth forneceu as cápsulas contendo chumbinho para Larissa, que as ingeriu sem saber. A investigação aponta que Luiz teria saído de casa na sexta-feira, trocado mensagens com Larissa em que ela comunicava o pedido de divórcio, e feito uma ligação curta para a mãe antes de Elizabeth ligar para Larissa e visitá-la, momento em que teria entregado as cápsulas.
Não há indícios de que Luiz Antônio não tenha responsabilidade no caso, e as investigações indicam que ele e Elizabeth agiram em conjunto para causar a morte da professora.
Panorama
O caso da morte de Larissa Rodrigues segue em investigação, com a prisão temporária dos acusados prorrogada e análises técnicas em andamento, incluindo a exumação do corpo da filha de Elizabeth. O Ministério Público avaliará as provas após o término da investigação para decidir sobre denúncias ou outras medidas.



