Elizabete Arrabaça será transferida para a penitenciária de Tremembé
O caso da professora de Pilates, Larissa Rodrigues, falecida há cinco meses por envenenamento, continua a gerar desdobramentos significativos. A principal suspeita, Elizabeth Arrabassa, sogra de Larissa e também investigada pela morte da própria filha, Natália, um mês antes, será transferida para a penitenciária de Tremembé.
Transferência para Tremembé
A transferência de Elizabeth Arrabassa deve ocorrer nos próximos dias. Após ser presa sob a acusação de envenenar Larissa, Elizabeth foi inicialmente detida na cadeia de São Joaquim da Barra, destinada a presos provisórios. Posteriormente, foi transferida para a penitenciária feminina de Mojiguaçu, onde permaneceu por 24 dias, e em seguida para Votorantim, sua localização atual. A mudança para Tremembé é motivada por questões de saúde.
Problemas de Saúde e Logística Prisional
Bruno Correia, advogado de defesa de Elizabeth, explica que a cliente enfrenta problemas de saúde que a impedem de se locomover adequadamente dentro das unidades prisionais. Tanto em Mojiguaçu quanto em Votorantim, ela estava alocada na enfermaria. No entanto, a chegada de duas novas detentas com condições de saúde mais graves em Votorantim impossibilitou a permanência de Elizabeth na enfermaria, forçando a transferência para uma unidade mais comum. Devido à repercussão do crime, a aceitação de Elizabeth entre as demais presas em Votorantim seria improvável.
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Tremembé: Presídio de Detenção Especial
Tremembé, distante 429 quilômetros de Ribeirão Preto, possui cinco unidades prisionais, sendo duas femininas. A P1 feminina, para onde Elizabeth será transferida, já abrigou presas de casos notórios como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga. Segundo o promotor Marcos Túlio Nicolino, a separação de presos de alta visibilidade é necessária para garantir a integridade dos mesmos e evitar conflitos dentro do sistema penitenciário, não configurando qualquer tipo de privilégio.
Além de ser a principal suspeita na morte de Larissa Rodrigues por envenenamento, Elizabeth também é investigada pela morte da própria filha, Natália, ocorrida de forma similar. A idosa ainda está envolvida em outras investigações de assassinato. No caso de Larissa Rodrigues, as audiências de instrução ainda serão realizadas. O médico Luís Antônio Garnica, filho de Elizabeth e marido de Larissa, também é acusado de participação na morte da esposa e permanece preso. A defesa nega a participação de Luís Antônio no crime.
O acompanhamento dos desdobramentos deste caso continua.



