Diagnósticos dispararam na cidade e duas mortes foram confirmadas; outros três óbitos estão sendo investigados
Os casos de dengue continuam em rápida expansão na região. Em Ribeirão Preto, a Prefeitura confirmou duas mortes pela doença e investiga outras três; no total, 4.805 casos foram contabilizados somente neste ano, número que representa um aumento de cerca de 112% em relação ao registro de 2.258 casos até 15 de fevereiro.
Panorama regional e comparações
O crescimento de infecções preocupa autoridades de saúde. Para efeito de comparação, no Estado de São Paulo — cuja população é bem maior que a de Ribeirão Preto — foram confirmadas apenas três mortes por dengue até o momento. Em Franca, foram registrados 1.187 casos e duas mortes confirmadas, ambas de homens, de 44 e 84 anos; a morte mais recente ocorreu na última quarta-feira. Em Bebedouro a situação motivou a prefeitura a decretar estado de emergência em saúde pública, após 1.429 casos confirmados.
Gravidade dos quadros e orientações médicas
Profissionais ouvidos pela reportagem alertam para a variação na gravidade das infecções: há desde quadros leves até casos graves que exigem internação em unidade de terapia intensiva. A forma hemorrágica, que pode levar à morte, é a mais temida. Médicos também reforçam cuidados com o uso de medicamentos: pacientes com suspeita ou diagnóstico de dengue não devem tomar anti-inflamatórios nem ácido acetilsalicílico, pois esses fármacos aumentam o risco de sangramento.
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Ações de controle e prevenção
A principal arma contra a doença continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. A Prefeitura de Ribeirão Preto recolheu quase 5 toneladas de possíveis criadouros apenas no último fim de semana. Autoridades lembram que a participação da população — esvaziar, tampar ou descartar corretamente recipientes que acumulam água — é essencial para frear a transmissão.
Com hospitais registrando casos graves e a circulação ativa do vírus em várias cidades da região, profissionais de saúde e gestores pedem vigilância redobrada e adesão às medidas de prevenção para evitar que o número de casos e óbitos aumente ainda mais.



