Ouça o ‘CBN Emprego e Oportunidades’ com Dimas Facioli
Até 2030, a automação pode eliminar 16 milhões de empregos no Brasil, representando cerca de 15% da força de trabalho, segundo pesquisa recente. Esse número, embora preocupante, faz parte de uma tendência global, com 97 milhões de vagas extintas e 85 milhões criadas no mundo até a mesma data. Apesar do saldo positivo global, a necessidade de adaptação no mercado brasileiro é inegável.
Adaptação e Novas Habilidades
A automação exige a reinvenção profissional, assim como ocorreu na agricultura. Profissões que demandam análise estatística, desenvolvimento de sistemas (computadores e celulares), e ciência de dados estarão em alta. Habilidades humanas como comunicação, trabalho em equipe, inteligência emocional e liderança também serão cruciais, pois não podem ser substituídas por máquinas.
Educação e Preparação para o Futuro
Países como a Alemanha já investem em agências de trabalho com atendimento automatizado para orientar jovens em suas carreiras. No Brasil, há um longo caminho a percorrer, principalmente na educação. A taxa de 40% de formandos em ensino técnico atuando na área de formação demonstra a necessidade de alinhamento entre educação e mercado de trabalho. Mais cursos técnicos e uma maior oferta de formação em tecnologia são imprescindíveis.
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Um Cenário em Transformação
O mercado de trabalho está em constante transformação. A automação não elimina apenas vagas, mas também as redefine. Profissionais precisam se adaptar às novas tecnologias, buscando aperfeiçoamento constante e um olhar atento às mudanças do mercado. Empresas também devem se adaptar, aprimorando seus processos de contratação e integração de funcionários para garantir a inclusão no novo cenário. Essa adaptação mútua entre profissionais e empresas é fundamental para navegar nesse novo mundo do trabalho.