Sindicato alega falta de estrutura sanitária para conter a proliferação do novo coronavírus no ambiente escolar
Professores da rede estadual de São Paulo cruzaram os braços nesta segunda-feira (8/02). Em assembleia virtual, 91% da categoria decidiu pela greve contra a volta às aulas presenciais, alegando falta de segurança sanitária nas escolas.
Preocupações com a Saúde
A decisão pela paralisação visa preservar a saúde de professores, alunos e funcionários. Segundo o diretor estadual da APOS, Fábio Sardinha, um estudo da Escola de Saúde Pública, solicitado pela APOS, revelou que mais de 90% das escolas estaduais não possuem enfermaria e mais de 85% contam com apenas dois banheiros. Em Ribeirão Preto, a situação se agrava pela falta de bombeiros nas escolas estaduais. Na semana anterior ao início da greve, mais de 170 professores foram infectados pela Covid-19 apenas em eventos presenciais de planejamento.
Estrutura Inadequada e Vacinação
Sardinha destaca a inadequação da estrutura física das escolas, principalmente em cidades quentes como Ribeirão Preto. A maioria dos prédios é antiga, com grandes corredores fechados, escuros e mal ventilados, o que dificulta a ventilação adequada, mesmo com a proibição do uso de ventiladores e ar-condicionado, conforme protocolo do governo estadual. A APOS defende a vacinação completa de todos os profissionais da rede pública de ensino como condição para o retorno seguro às aulas presenciais. A falta de vacinação, somada à estrutura precária das escolas, torna o retorno presencial irresponsável, na visão do sindicato.
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A adesão à greve em Ribeirão Preto ainda está sendo contabilizada, mas o impacto já é significativo, considerando o número de professores afastados por idade ou por conta da Covid-19. Denúncias sobre as condições das escolas foram encaminhadas ao Ministério Público.
Orientações aos Pais
O retorno presencial não é obrigatório; as atividades escolares devem continuar remotamente. A APOS orienta os pais a acompanharem o trabalho online dos filhos e a priorizarem a segurança sanitária. A baixa adesão dos alunos ao retorno presencial, em torno de 35%, demonstra a preocupação das famílias com a situação.



