Na cidade, cerca de 156 recenseadores começaram a fazer as entrevistas em atrássto, e cinco já desistiram por ameaça e hostilidade
O senso demográfico, iniciado em 1º de atrássto, enfrenta desafios inesperados além das dificuldades técnicas. Em diversas cidades brasileiras, os recenseadores do IBGE estão relatando casos de assédio, ameaças e hostilidade por parte da população, comprometendo a coleta de dados e a segurança dos profissionais.
Assédio e Ameaças: Riscos da Profissão
Relatos de agentes do IBGE expõem a dura realidade enfrentada em campo. Uma recenseadora em Franca, São Paulo, descreveu um episódio de assédio após uma entrevista, sendo perseguida pelo entrevistado mesmo após relatar ser casada. Em outro caso, a recenseadora Maria Teixeira, também em Franca, teve problemas ao questionar informações sobre crianças, sendo impedida de prosseguir com a entrevista em meio a gritos e resistência.
Consequências e Impacto na Coleta de Dados
Esses incidentes geraram consequências diretas. Em Franca, cinco dos 156 recenseadores desistiram do trabalho. A baixa adesão da população também é preocupante: nos primeiros 40 dias, apenas 25% dos quase 58 mil endereços visitados colaboraram, resultando em mais de 15.600 recusas. O medo da insegurança, impulsionado por fake news, é apontado como um dos principais fatores para essa resistência.
Segurança e Medidas de Prevenção
O IBGE afirma acompanhar de perto a situação dos recenseadores, oferecendo apoio policial em casos de necessidade. A instituição reforça a importância da identificação dos agentes, que sempre estão uniformizados, e disponibiliza canais de verificação para a população: o portal respondendo.ibge.gov.br e o telefone 0800 721 81 81. Apesar das medidas, a violência e o medo continuam a afetar a coleta de dados, impactando a precisão do censo e a segurança dos profissionais envolvidos.



