Parte de um guarda-roupas virou uma lousa, Ana Clara, de 9 anos, que tem problemas na vistas, melhorou seu desempenho escolar
Desde o início da pandemia, Anaclara Pereira, de 9 anos, tem frequentado a escola apenas por meio do celular. Há quase um ano, ela se adaptou ao ensino remoto, mas sente falta da interação presencial com suas professoras.
Desafios do ensino remoto
Um dos grandes desafios enfrentados por Anaclara era copiar as lições do celular para o caderno. Com seus óculos quebrados, uma tarefa que normalmente levaria meia hora, se estendia para uma hora e meia, causando dor de cabeça, tontura e ardência nos olhos.
Uma sala de aula improvisada
Para solucionar o problema, sua mãe, Rita de Cássia do Nascimento, teve a criativa ideia de transformar o quarto da filha em uma sala de aula improvisada. Utilizando materiais reciclados, como um guarda-roupa encontrado no lixo que se tornou lousa, e uma mesa de loja de produtos reciclados, Rita criou um ambiente de estudos mais adequado para Anaclara. O quarto ainda abriga um cantinho de leitura, atendendo à paixão da menina por livros.
Leia também
Resultados positivos
A iniciativa resultou em uma melhora significativa no desempenho escolar de Anaclara. A menina demonstra mais entusiasmo pelos estudos, mostrando-se ansiosa pelo início das aulas e cobrando o horário de estudo como se estivesse indo para a escola. Apesar da satisfação com a nova sala de aula, Anaclara anseia pelo retorno às aulas presenciais, quando a pandemia estiver controlada e todos estiverem protegidos.
A prefeitura de Franca ainda não definiu a data para o retorno às aulas presenciais. Reportagem de Iana Kennedy, Ribeirão Preto.



