A cada semana são, pelo menos, duas mortes, a maioria de motociclistas; de janeiro a maio quase 2 mil batidas foram registradas
Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise no trânsito, com números alarmantes de acidentes. A imprudência no volante é apontada como a principal causa, afetando motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Números alarmantes
A média de três atendimentos hospitalares diários devido a acidentes de trânsito, além de duas mortes semanais – a maioria envolvendo motociclistas – demonstra a gravidade da situação. Nos cinco primeiros meses de 2023, quase 500 pessoas foram hospitalizadas após acidentes, resultando em 39 mortes. Além disso, quase 2 mil acidentes sem vítimas foram registrados no mesmo período.
Imprudência e suas consequências
O desrespeito à sinalização, como o sinal de pare e semáforos vermelhos, é um fator determinante. O caso de Ana Cristina Lourenço, uma jovem grávida que faleceu após um acidente causado pela imprudência de outra motorista, ilustra tragicamente as consequências. Outro exemplo é o acidente sofrido por Mário Peixoto, que também foi vítima do desrespeito à sinalização de pare. A falta de atenção, muitas vezes causada por distrações como o uso de celular, contribui significativamente para o aumento dos acidentes.
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Individualismo e a cultura do trânsito
A psicóloga Caroline Rangel aponta o individualismo como um fator que contribui para a imprudência no trânsito. A falta de respeito à lógica coletiva, onde a segurança de todos deve ser priorizada, leva a comportamentos de risco. Apesar do treinamento intenso em autoescolas sobre as leis de trânsito, a prática demonstra que o conhecimento teórico não é suficiente para mudar comportamentos, sendo crucial uma mudança de mentalidade para reduzir o número de acidentes.
A situação exige uma mudança de comportamento urgente por parte de todos os usuários das vias. Respeitar as leis de trânsito não é apenas cumprir regras, mas sim garantir a segurança e a vida de todos. A redução dos acidentes depende de uma mudança cultural, priorizando a coletividade e o respeito à vida.



