Câmara precisa definir a composição das 26 comissões; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
De olho na política da Câmara de Ribeirão Preto, o Conselho de Ética enfrenta um cenário complexo com investigações em andamento e uma eleição iminente que promete agitar os bastidores.
Investigações em curso
O Conselho de Ética da Câmara de Ribeirão Preto tem em suas mãos dois processos relevantes: um contra o operador Sérgio Zerbinato, acusado de rachadinha, e outro contra a vereadora Duda, investigada pelo uso indevido de um veículo da Câmara em eventos partidários. As investigações se baseiam em depoimentos colhidos pelo Ministério Público, que estão sendo analisados pelo Conselho.
A disputa pelo Conselho de Ética
A proximidade da eleição para composição das comissões permanentes da Câmara, incluindo o Conselho de Ética, no dia 3 de fevereiro, gera uma situação inusitada. Ao contrário de outras comissões disputadas pelos vereadores, o Conselho de Ética é visto como um fardo. Investigar colegas gera desgaste político e exposição negativa na mídia. Há um temor de que, após as investigações, os vereadores investigados possam recorrer à justiça alegando que a Câmara não segue a legislação nacional sobre comissões processantes.
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Cenário pós-eleição
A possibilidade de o Conselho de Ética ser totalmente reformulado em fevereiro cria um cenário peculiar. As investigações em andamento poderiam ser conduzidas por duas composições diferentes do Conselho em 2024, uma que herda as denúncias do ano anterior e outra que assume após a eleição. A situação demonstra a complexidade da legislação e a tensão política na Câmara de Ribeirão Preto.
Os próximos dez dias serão decisivos para o futuro do Conselho de Ética, culminando na eleição das comissões permanentes em 3 de fevereiro. A primeira sessão ordinária do ano será dedicada exclusivamente à escolha dessas comissões, definindo o rumo das investigações e o clima político na Câmara.