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Em pleno 2024 as mulheres seguem com mais dificuldades para empreender

Na semana do Dia Internacional da Mulher, Clayton Guimarães fala dos desafios do público feminino na hora de tocar seu negócio
Em pleno 2024 as mulheres seguem
Na semana do Dia Internacional da Mulher, Clayton Guimarães fala dos desafios do público feminino na hora de tocar seu negócio

Na semana do Dia Internacional da Mulher, Clayton Guimarães fala dos desafios do público feminino na hora de tocar seu negócio

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o consultor Clayton Guimarães trouxe ao ar a urgência de debater o empreendedorismo feminino: conquistas, obstáculos e caminhos para ampliar a participação das mulheres no mundo dos negócios.

Desafios e desigualdades

Segundo dados citados na conversa, as mulheres já representam cerca de um terço dos empreendedores no país, com mais de 10 milhões de donas do próprio negócio. Ainda assim, persistem barreiras estruturais. A cada dez empreendedoras, nove tocariam o negócio sozinhas, sem parceiros ou equipes de apoio, e as dificuldades para acesso a financiamento continuam sendo um entrave central — a chance de homens conseguirem crédito foi apontada em 52% maior em relação às mulheres.

Além do acesso restrito ao capital, o preconceito e a desvalorização das ideias femininas reforçam limitações na credibilidade e no reconhecimento profissional. Outro aspecto que impacta diretamente a capacidade de crescer é a desigualdade na divisão do trabalho doméstico: estudos citados indicam que mulheres dedicam, em média, 21 horas semanais às tarefas domésticas, contra 11 horas dos homens, o que reduz o tempo disponível para desenvolver os negócios e compromete jornadas de trabalho mais longas.

Impacto econômico e a importância da inclusão

Apesar das dificuldades, o empreendedorismo feminino tem papel relevante no mercado: entre 2021 e 2022 houve um aumento expressivo na geração de empregos por empresários, o que reforça a contribuição das pequenas empresas para a economia. Incentivar a presença feminina nos negócios não é apenas uma questão de equidade, mas também de desenvolvimento econômico. Mulheres empreendedoras geram impacto social e econômico, promovendo inovação e oferecendo alternativas de autonomia financeira e protagonismo.

Para transformar esse cenário é preciso atuar em várias frentes: políticas públicas que ampliem o acesso a crédito, iniciativas privadas que reduzam vieses nas tomadas de decisão e programas de capacitação que valorizem competências técnicas e de gestão. A redução das disparidades dentro de casa também aparece como peça-chave para ampliar o tempo e a energia que as mulheres podem investir em seus empreendimentos.

Caminhos para quem quer empreender

Na prática, empreender exige iniciativa, planejamento e resiliência. Clayton destacou habilidades consideradas fundamentais: capacidade de comunicação, organização, liderança para conduzir equipes e senso de inovação. Além disso, dividir experiências, buscar dados sobre oportunidades de mercado e construir redes de apoio ajudam a enfrentar os obstáculos do ecossistema.

Uma proposta apontada como estratégica é a inclusão do tema empreendedorismo na educação básica, para formar desde cedo uma mentalidade de oportunidades e preparar meninos e meninas para um mercado mais igualitário e diverso.

As mulheres já conquistaram espaços importantes no empreendedorismo, mas a ampliação efetiva dessas conquistas depende de mudanças culturais, de políticas que facilitem o acesso a recursos e de uma responsabilidade coletiva para equilibrar responsabilidades públicas e domésticas — medidas que, juntas, fortalecem a economia e a sociedade.

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