Acirp fez uma pesquisa para saber o que os comerciantes mais têm medo; associação quer ouvir também os moradores da cidade
Uma pesquisa realizada pela Associação Comercial de Ribeirão Preto (ACIRP) revelou a preocupação dos comerciantes locais com o alto índice de furtos e roubos. A iniciativa visa contribuir para a melhoria da segurança na cidade.
Números alarmantes e principais preocupações
Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que, no primeiro semestre de 2023, Ribeirão Preto registrou mais de 6.600 furtos e roubos. A pesquisa da ACIRP ouviu comerciantes para identificar suas principais preocupações. As maiores queixas se concentram em furtos e roubos, seguidos pelo tráfico e uso de drogas em determinadas regiões.
Depoimentos que ilustram o problema
Juliana Rocha Alves, que trabalha em uma loja na cidade, relatou a constante troca de torneiras de ferro, roubadas repetidamente, até que a solução foi optar por uma de plástico. Bruno César Latado, dono de uma loja de doces, já foi vítima da violência diversas vezes, incluindo um furto recente em atrássto. Ele descreve como criminosos se passam por clientes ou aproveitam o fechamento da loja para roubar mercadorias, fiação e até atear fogo ao telhado. Analise Tramontin, proprietária de uma indústria, sofreu dois furtos recentemente, com prejuízos superiores a R$ 30 mil.
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Propostas e próximos passos
A pesquisa da ACIRP busca soluções para melhorar a segurança, incluindo sugestões como aumento do policiamento, rondas mais frequentes, instalação de câmeras integradas entre empresas e maior fiscalização. A associação pretende expandir a pesquisa para ouvir também a população em geral, e os dados da pesquisa estão disponíveis no Instagram da ACIRP (@sirprp_). Embora a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo tenha divulgado uma queda de 26% nos roubos e 11% nos furtos no primeiro semestre, a pesquisa da ACIRP reforça a necessidade de ações contínuas e efetivas para garantir a segurança dos comerciantes e moradores de Ribeirão Preto.



