Ouça as orientações do pediatra Ivan Savioli Ferraz na coluna ‘Filhos e CIa’
Recém-nascidos e visitas: um guia para tempos de pandemia e além
Visitas em tempos de pandemia: cautela e bom senso
Em tempos de pandemia, a recomendação é evitar visitas a recém-nascidos. Apesar da redução em internações e óbitos por Covid-19, os números ainda são altos, e uma parcela significativa da população não está completamente vacinada. O aumento de casos nos Estados Unidos, possivelmente devido à variante Delta, reforça a necessidade de cautela. É preferível aguardar uma melhora no cenário pandêmico antes de visitar bebês.
Recomendações para visitas a recém-nascidos
Fora do contexto pandêmico, algumas regras devem ser observadas ao visitar um recém-nascido. A principal é evitar a visita se estiver doente (febre, tosse, coriza etc.), aguardando pelo menos 10 a 14 dias após a recuperação. Visitas devem ser curtas para minimizar o estresse nos pais. É crucial não levar crianças pequenas, pois elas podem estar incubando infecções. Evitar pegar o bebê no colo, ou higienizar bem as mãos antes, é também importante. Lembre-se sempre de ligar antes para confirmar se a visita é bem-vinda.
Leia também
Sistema imunológico do bebê e cuidados adicionais
O sistema imunológico do recém-nascido é imaturo, mas não ineficiente. Mecanismos naturais, como a passagem de anticorpos da mãe para o feto via placenta e pelo leite materno, oferecem proteção. Apesar disso, é fundamental evitar a exposição desnecessária a ambientes com muitas pessoas ou indivíduos doentes. O bom senso deve guiar as decisões sobre passeios com o bebê, priorizando o contato com pessoas próximas e evitando locais com aglomerações.
Em resumo, o cuidado com recém-nascidos envolve equilíbrio entre o desejo de compartilhar a alegria da chegada do bebê e a proteção de sua saúde. Priorizar a saúde e o bem-estar do bebê e de sua família é fundamental, tanto em tempos de pandemia quanto em situações normais.