Na coluna ‘Filhos e Cia’, o pediatra Ivan Savioli explica em quais condições o uso do produto nos pequenos é recomendado
Neste artigo, abordaremos o uso de repelentes em crianças, um assunto crucial, principalmente em épocas de alta incidência de doenças transmitidas por mosquitos.
Repelentes em Crianças: O que é preciso saber?
Nem todos os repelentes são adequados para todas as idades. Para crianças menores de seis meses, não há repelentes liberados pela Anvisa. Entre seis meses e dois anos, o repelente à base de IR3535 é uma opção, enquanto a icaridina pode ser usada a partir dos três meses, dependendo da concentração (embora a Anvisa recomende apenas a partir dos dois anos). É importante verificar a embalagem, procurando por indicações como “baby” ou “kids”. Em caso de dúvida, consulte um pediatra ou farmacêutico.
Como usar o repelente corretamente?
A frequência de aplicação varia com a idade e o tipo de repelente. Para crianças menores de um ano, apenas uma aplicação diária é recomendada, somente quando estritamente necessário. Entre 1 e 12 anos, duas aplicações diárias são suficientes, e acima de 12 anos, três. Nunca aplique o repelente em feridas, pele irritada, olhos, boca ou mãos (crianças pequenas levam as mãos à boca). Aplique apenas nas áreas expostas e, sempre que possível, lave a pele com água e sabão após o uso.
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Alternativas e Mitos
Métodos como o uso de vitamina B, repelentes ultrassônicos, óleo de citronela ou venenos para tomadas não são eficazes contra picadas de mosquito. Embora algumas pessoas atraiam mais mosquitos do que outras devido à composição da pele, o uso correto de repelentes, conforme as recomendações médicas, é a forma mais segura e eficaz de proteção.
Para bebês menores de seis meses, a proteção contra picadas de mosquito deve se basear em medidas preventivas como roupas de manga comprida e calças (de preferência brancas para melhor visualização de mosquitos), mosquiteiros e telas em janelas. A redução de criadouros do mosquito Aedes aegypti também é fundamental. Apesar da disponibilidade da vacina contra dengue, é importante estar atento aos possíveis efeitos colaterais, embora raros.
Em resumo, a segurança e a saúde das crianças dependem da escolha e uso adequados dos repelentes, sempre seguindo as recomendações médicas e as informações da Anvisa. Qualquer dúvida, procure orientação profissional.