Quem fala mais sobre esse sentimento é a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
A pandemia trouxe consigo um aumento significativo de casos de COVID-19 e internações, inclusive de jovens sem comorbidades. Com as restrições de circulação social, o medo se tornou um tema central. Mas será que ele pode ser usado como ferramenta de autoconhecimento e compreensão dos nossos limites?
O medo como aliado
A psicóloga Dani Elisheote destaca que o medo é uma reação natural e importante. A ausência de medo pode levar a comportamentos de risco, como ilustrado pelo exemplo de adolescentes que fizeram rapel em um prédio abandonado. O medo nos protege, ativando mecanismos defensivos, tanto racionais quanto emocionais, permitindo que programemos nossas ações e nos conheçamos melhor.
Lidando com o medo na pandemia
Muitas pessoas relatam medo diante da situação atual. A especialista aconselha a aceitar esse medo, em vez de fugir dele. Entender o medo como um sinal de alerta, que nos deixa mais rápidos e ágeis no raciocínio, permite tomar decisões mais acertadas e evitar ações impulsivas. O medo excessivo, no entanto, pode levar à paralisia ou a comportamentos negligentes em relação aos cuidados de prevenção.
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Encontrando o equilíbrio
A chave está em encontrar um equilíbrio. Aceitar o medo como parte da experiência humana, sem se deixar paralisar por ele, é fundamental. Seguir as medidas de isolamento social, denunciar aglomerações e priorizar a proteção pessoal e dos entes queridos são ações importantes. O medo, nesse contexto, se torna um instrumento de cuidado e preservação da vida. A psicóloga enfatiza a importância de buscar o autoconhecimento e enfrentar os medos, olhando para dentro e reconhecendo os limites. Aceitar o medo não é fraqueza, mas sim uma demonstração de força e coragem.