Ministério da Educação anunciou R$ 400 milhões para despesas das universidades; reitores dizem que valor é insuficiente
Greve dos professores federais completa 60 dias sem acordo
A greve dos professores e técnicos de universidades e institutos federais, iniciada há 60 dias, permanece sem solução após a frustrada negociação da semana passada. Um encontro entre o presidente Lula e reitores federais em Brasília na tentativa de solucionar o impasse não resultou em avanços significativos.
Governo oferece contraproposta, mas professores permanecem em greve
O governo se mostrou irredutível quanto ao reajuste salarial de 3,69% reivindicado pelos professores para este ano. Como contrapartida, o Ministério da Educação anunciou a liberação de R$ 400 milhões para despesas das instituições federais de ensino superior e a realização de R$ 338 milhões em novas obras. Este valor, porém, é muito inferior aos R$ 2,5 bilhões estimados pela Associação dos Reitores como necessários para fechar as contas até o fim do ano. O pacote inclui obras em mais de 10 universidades e a integração de novos hospitais universitários, num investimento total superior a R$ 5 bilhões.
Protesto e incertezas sobre o futuro da greve
Enquanto isso, professores protestaram em frente ao Palácio do Planalto. A dúvida paira sobre a eficácia dos novos investimentos para o retorno às aulas. Gustavo Seferian, presidente do Sindicato Nacional dos Professores Universitários, afirmou que o término da greve depende de uma reunião com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), onde será apresentada uma nova proposta. A expectativa é que haja algum tipo de liberação de verbas, dada a necessidade de se encontrar uma solução para a greve prolongada.
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As negociações seguem durante a semana, com a expectativa de uma definição em breve. A situação permanece tensa, com professores mobilizados e a comunidade acadêmica impactada pela paralisação.



