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Emergência causada pela pandemia de Covid-19 completa quatro anos

O que aprendemos neste período? Qual a importância da ciência neste processo? Ouça a análise do pesquisador Rodrigo Stabeli
Emergência causada pela pandemia de Covid
O que aprendemos neste período? Qual a importância da ciência neste processo? Ouça a análise do pesquisador Rodrigo Stabeli

O que aprendemos neste período? Qual a importância da ciência neste processo? Ouça a análise do pesquisador Rodrigo Stabeli

Quatro anos depois do início da pandemia de Covid-19 no Brasil, pesquisadores e gestores fazem um balanço das lições aprendidas e dos desafios que permanecem. Em entrevista ao programa Consciência, o pesquisador da Fiocruz Rodrigo Estabel ressaltou comportamentos que precisam ser incorporados ao cotidiano e criticou a resposta política e econômica adotada em muitos lugares durante os momentos mais críticos.

Higiene e hábitos cotidianos

Para Estabel, a pandemia reforçou a importância de medidas simples e individuais que têm grande impacto coletivo. Atos rotineiros, como a higiene das mãos, passaram a ser exemplos de como hábitos pessoais contribuem para a proteção da comunidade. Segundo o pesquisador, incorporar essas práticas ao dia a dia é fundamental para reduzir a propagação de doenças e preservar a saúde de famílias e vizinhos.

Limites do planeta e risco de recorrência

O pesquisador também relacionou a ocorrência de pandemias a fatores estruturais, como o crescimento populacional e as mudanças climáticas. Estabel alertou para o fato de que os recursos e a energia que sustentam a vida no planeta são finitos, o que, aliado à urbanização e às pressões ambientais, aumenta a probabilidade de surgimento de novos surtos. A mensagem é de prudência: aceitar que eventos desse tipo podem se repetir e preparar-se com políticas e hábitos que reduzam riscos.

Saúde e economia: não é preciso optar por uma ou outra

Outro ponto levantado pelo pesquisador foi a falsa dicotomia entre proteger a saúde e preservar a economia. Estabel recordou que, em muitas cidades, o fechamento de avenidas e do comércio deixou grande parte da população sem trabalho e sem renda, e que a ausência de medidas de apoio governamental agravou tanto a crise sanitária quanto a econômica. A lição, segundo ele, é que políticas públicas devem articular cuidados sanitários com mecanismos de proteção social, para que pessoas doentes possam se afastar sem perder sua subsistência e para que a economia possa se recuperar de forma sustentável.

As conclusões apontadas por Estabel reforçam a necessidade de manter aprendizados como higiene pública, planejamento ambiental e redes de proteção social. São medidas que, se adotadas de forma integrada, aumentam a resiliência da sociedade diante de futuras crises sanitárias.

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